Neve

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Boudica, a Rainha Guerreira


Hoje as 20 horas assiste na History Channel um especial de 2 horas que fala sobre Boudica a rainha Guerreira.Sinopse:Boudica, foi uma rainha celta que liderou os Iceni e a outras tribos celtas, incluindo os Trinovantes vizinhos, em um levante contra as forças romanas que ocupavam a Grã-Bretanha em 60 ou d.C. durante o reinado do imperador Nero. Esposa, mãe, rainha e líder de uma das mais violentas rebeliões que enfrentou o Império Romano. Isto é o que sabemos de Boudica, a rainha dos Icenos. Sua história tem sido estudada por historiadores e arqueólogos através dos anos. Hoje ainda, continuam sendo descobertas coisas sobre seu passado.
No ano de 60/1 d.C., durante o principado de Nero, a Bretanha Romana viu explodir uma revolta que tomou grandes proporções e teve grandes conseqüências. A chamada Revolta de Boudica foi originada de três acontecimentos: a perseguição aos druidas, na Ilha de Mona, (atual Anglesey) pelo governador da província Suetônio Paulino, já que o druidismo era visto como cabeça da resistência contra os romanos; a Revolta da tribo dos Icenos que se rebelaram contra os abusos de legionários estacionados numa guarnição próxima; e os abusos dos militares e desapropriações de terras (a serem das aos veteranos) na tribo dos Trinovantes, os habitantes da cidade de Camulodunum (atual Colchester). Para que choques com as populações locais não ocorressem, taxações e requisições em excesso não deveriam ser levadas a cabo: mas foi isto o que não aconteceu. A Rainha dos Icenos, Boudica, dá o nome à Revolta que resultou na destruição da maior cidade bretã da época, Camulodunum, incendiada. O estudo dessa revolta insere-se no campo da Romanização, o fenômeno que pressupõe bárbaros adquirindo características romanas e resistindo ou não a essa presença. O Exército Romano é visto por alguns estudiosos como forte mecanismo de Romanização, mas nem sempre o contato das legiões com os nativos foi pacífico. A importância do estudo da Revolta de Boudica ultrapassa a esfera do "passado", pois ao longo das épocas foi apropriada por diversos discursos, como o nacionalista do século XIX para legitimar dominações sobre as colônias, como é o caso da Índia Britânica. No século XX, ela foi englobada pelo discurso europeu que pressupõe uma Europa "celta", unida desde tempos antigos, dando a idéia de uma unidade étnico-cultural e política que legitima a existência da União Européia (UE). Para a pesquisa são utilizadas fontes escritas (Tácito e Dio Cássio) e materiais, como relatórios de escavações arqueológicas, ânforas e artefatos militares e cerâmicos .
Vale também ler o livro