Olinda é uma cidade interessante e colorida. Quase um terço da área total do município é tombado pelo patrimônio histórico reconhecido como patrimônio mundial pela UNESCO.
A cidade tem um traçado irregular, de influência medieval, adaptando-se de forma orgânica às curvas do terreno e sendo influenciada pela arquitetura religiosa. As torres das igrejas se destacam na paisagem da cidade, ainda que muitas delas, as primeiras, tenham sido danificadas durante as invasões holandesas.
Entre as construções existentes atualmente, se destacam a Catedral de Olinda, o Mosteiro de São Bento, o Convento de São Francisco, com a Igreja de Nossa Senhora das Neves, e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, entre outras.
A arquitetura civil é simples influênciada pela arquitetura portuguesa, como construções com sacada em pedra ou madeira, fachadas contíguas e grandes quintais;
Saindo na oficina de turismo onde deixamos o carro estacionado, começamos a subida em direção ao Centro histórico subindo pela Ladeira da Misericordia até a Igreja da Misericordia .
No Largo da Conceição encontramos a igreja da Conceição.
A seguir continuamos pela Rua Bispo Coutinho onde esta o Museu de Arte Contemporânea, o observatório construído no século XIX, serviu por várias décadas para observações e estudos de Astronomia. Diz a lenda, que sua edificação relaciona-se com a descoberta de um cometa, em 1860, por Emanuel Liais, de quem o astro recebeu o nome. Erguido em alvenaria, tem formato de um cilindro e possui área de, aproximadamente, 6000 m2.
O Palácio dos Governadores, construído no século XVII, foi o antigo Paço dos Governadores Gerais do Brasil, de onde o País foi três vezes governado. Em 1824, nele se instalou a Assembléia Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador. Ao longo dos anos, o prédio passou por várias restaurações. Mantém, atualmente, o estilo neoclássico de sua fachada. Apresenta assoalho em ipê, escadaria original em cedro e o piso em mosaico. Atualmente, é sede da Prefeitura Municipal de Olinda.
A Caixa d´agua no Alto da Sé é um marco da arquitetura moderna brasileira construída em 1934 com projeto do arquiteto Luis Nunes onde pela primeira vez o combogó, como elemento decorativo de ventilação e decoração e formas e modelações arquitetônicas modernas, numa época em que estava sendo mudado o conceito de arquitetura.O uso de pilotis, a forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra totalmente vazada de luz, foram, posteriormente, utilizadas por Le Corbusier e por Oscar Niemeyer, nos edifícios de Brasília. Atualmente, está sendo feita a requalificação do prédio e a construção de um elevador panorâmico. A estrutura de ferro que irá receber o elevador está praticamente pronta. Uma passarela saindo do elevador dará acesso a cobertura do prédio, que servirá de mirante. Nesta rua tem várias lojas de artesanato e chegamos ao Seminário de Ollinda.
Na Ladeira da Sé onde está a igreja da Sé fomos surpreendidos com um grande desfiles de blocos com uma multidão dançando o frevo feito com uma sombrinha na mão e também tinha bonecos gigantes.
Descemos pela Rua São Francisco cruzando a Igreja de São Francisco e fomos até a Praça e Parque do Carmo onde fica a Igreja do Carmo.
Seguimos pela Avenida Liberdade onde esta o Coreto da Praça da Preguiça uma construção do fim do século XIX, o Coreto foi feito de ferro fundido, de procedência inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro é adornada por arabescos e encimada por uma espécie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava a Banda de Música, que animava as festas de Olinda.
Ainda no bairro do Carmo visitamos o Fortim de São Francisco ou Fortim do Queijo cujas primeiras notícias do Forte ou Baluarte de São Francisco datam do século XVII. Por causa de seu tamanho reduzido, ficou conhecido, posteriormente, como “Fortim do Queijo”. Até a década de 30 do século XVIII, o Fortim servia para proteção da costa, quando foi abandonado. Passou por um processo de restauração entre 1973 e 1977, ficando com as atuais feições.A construção assemelha-se a de outras fortalezas coloniais, com arquitetura simples e rústica, em formato retangular. O acesso é feito através de uma rampa de 10 m feita de cimento, tendo ainda calçamento original, e uma pedra ‘’cabeça de negro’’ na parte central do caminho. O Fortim de São Francisco ainda possui dois canhões sobre a base de granito e, ao lado da rampa de acesso, a casa da guarda, em tribeiral.
Continuando chegamos a Igreja São Pedro e chegamos na Rua São Bento onde esta o Palácio dos Governadores,o arquivo Municipal, o Museu do Mamulengo, o Mercado da Ribeira e a Casa de João Fernandes Vieira rico senhor de engenho, que teve destaque na luta contra os holandeses.
De carro percorremos o Bairro do Amparo onde esta a Bica dos Quatro Cantos construída em 1602,chamada também de Fonte da Tabatinga, chegou a ser destruída e, posteriormente recuperada.Também a igreja do Amparo, o Museu Regional, a Igreja da Boa Hora.
Descendo pela Avenida Joaquim Nabuco chegamos no bairro Varadouro onde esta a Igreja Sao Sebastião, o Mosteiro de São Bento.
Ali encontramos também o Mercado Eufrásio Barbosa na Av. Joaquim Nabuco. Uma construção datada dos séculos XVII e XVIII, onde existia a primeira Casa da Alfândega de Pernambuco, o local foi, entre 1894 e 1960, a Fábrica de Doces Amorim Ltda. Possui uma planta retangular, em plano único, em alvenaria de tijolos. As fachadas são todas rebocadas, sendo a principal com aberturas em arcos plenos e platibanda retangular. Apesar de o prédio original ter sofrido acréscimos, o Mercado da Ribeira não descaracterizou. Dispõe de teatro e área para exposições e apresentações folclóricas.
Por fim percorremos o Bairro Milagres onde está a igreja dos Milagres.
Não conseguimos achar o caminho até Morro Serapião onde está o farol de Olinda então ficamos apenas contemplando.O Farol foi inaugurado em sete de setembro de 1941 e é um dos principais marcos da cidade.
