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domingo, 30 de outubro de 2011

África - Marrocos - Tanger


Agora costeando o Oceâno Atlântico que onde esta a maioria das cidades imperiais e também as planícies coloridas que vão até as praias estamos agora indo para a cidade de Tânger que fica no ponto de encontro do Oceano Atlântico e o Mediterrâneo, situada num belo anfiteatro de colinas dominando o Estreito de Gibraltar. Pela proximidade da Europa, é 
cerca quatorze quilômetros tornou-se porta da Europa e da África.

A bela cidade tem encantos melancólicos das cidades portuárias. Diz a lenda que:"Veio das planícies nórdicas no bico de uma ave e foi largada em pleno voo no continente africano". Sua localização onde dois oceanos se fundem, é encruzilhada de mitos, culturas e religiões. Em Tanger cruzaram-se civilizações diversas ( Gregos, Fenícios e Romanos ) deixaram  marcas na arquitetura.  Outros ocupantes de Tânger foram os Portugueses (1471-1580; 1656-1662), os Espanhóis (1580-1656) e os Ingleses (1662-1684), antes da cidade ser reintegrada no Marrocos Árabe.Entre 1923 e 1956, a cidade foi colocada em regime de administração internacional. Tânger é a zona franca mais importante do Marrocos e a ponte de ligação da África com o continente europeu.

Tanger é uma interessante cidade que guarda uma especial atmosfera do passado com o seu bairro mais antigo, o "Kasbah", a Medina e o seu movimentado Socco, mercado público onde os naturais do Rif expõem os seus produtos, especiarias, plantas medicinais, artesanato.
Nossa visita a Tanger ficou restrita ao centro ou o Grande Socco que fica situado junto à cidade antiga dominada pelo seu Kasbah (cidadela), onde fica o Dar al Makhzen (o Palácio do Sultão), cujas salas foram transformadas num museu de arte marroquina, organizado por regiões. Contrastando com a agitação do Socco e do kasbah, estão os jardins da Mendoubia, verdadeiros oásis de paz.

Como nas demais cidades visitadas as ruas de Tanger também se assemelham a gigantescos depósitos de lixos e a todo momento vendedores ambulantes nos abordam para  vender algo, querer explicar uma coisa que não se entende sendo a ser incovenientes.

O Museu de Antiguidades Marroquinas fica no Palácio Dar Shorfa. Na cidade antiga ergue-se ainda a Grande Mesquita, do século XVII, construída por Mulay Ismail (1672-1727), o governante que pacificou as tribos guerreiras de Marrocos e expulsou os ocupantes europeus.
De carro e bem próximo do centro  fomos ao Cabo Espartel e é o limite em terra do estreito de Gibraltar e fica na costa marroquina. Dali se tem vista fantástica da junção do  Oceano Atlântico e Mar Mediterrâneo onde um tem  cor turquesa, o outro tonalidade mais escura. Existe um farol que fica num penhasco acima do mar onde logo o terreno desce dando lugar a uma bela planície provocando assim uma ilusão de que o cabo pareçe ilha quando visto de alguns pontos. Este local foi palco de famosos confrontos navais como a Batalha do Cabo Espartel em 20 de outubro de 1782, entre a esquadra franco-espanhola e a esquadra inglesa. E em 1936 ocorreu outra batalha ali durante a Guerra Civil Espanhola, também denominada Batalha do Cabo Espartel, quando foi quebrado o bloqueio republicano do Estreito de Gibraltar, assegurando o suprimento das forças nacionalistas no Marrocos Espanhol.

Existem muitas estradas em Marrocos e elas são usadas também por ciclistas, pessoas, carroças e tudo mais. Percebemos que a sinalização das rodovias estão em árabe e francês ainda bem que o código rodoviário é igual ao da maior parte da Europa todavia se cede passagem para a direita assim terminado o passeio em Tanger começamos o retorno a Ceuta outra vez por outra rodovia costeando o litoral do Atlântico.

Cruzamos o novo terminal do porto de Tânger que fica  a quarenta quilômetros  a leste da cidade defronte a Gibraltar. O governo espera concluir as instalações em 2012. O terminal tem cerca de 2,5 km de cais de atracação, está ligado por  malha de quatrocentos quilômetros de vias férreas dirigidas a todo o país e por duas auto-estradas, uma para oeste que o liga a Tânger a Casablanca, e outra para leste a ligá-lo à Argélia.

Já anoitecia quando paramos outra vez na fronteira entre Marrocos e Ceuta. O guia Abudad desceu indo buscar os passaportes que estavam retidos na Polícia de Fronteira. Foi um grande alívio quando retornou e nos devolveu o documento.

Embora muitas surpresas, ansiedades, viajar para Marrocos conhecendo sua história , sua cultura foi um choque visual exótico, belo e inesquecível ainda mais quando descobrimos este país tão diferente de outras paisagens e outras formas de vida. Quem visitar Marrocos não encontrará luxos  ou comodidades. O país oferece duas facetas diferentes já que um lado fica no Oceâneo Atlântico e outro do Mar Mediterrâneo assim se viajamos na costa ocidental ate parece um país europeu, só que mais sujo agora quando viajamos pelo interior onde está o povo berbere é que conhecemos a verdadeira essência embora tenha muita pobreza a beleza, o encanto cativa a todos.  

Chegamos em Ceuta por volta das 21 horas e pegamos o Ferry e para Algeciras onde iríamos pernoitar.

África - Marrocos - Meknès


Continuamos a viagem cruzando uma bela região com florestas de cedros  em direção a cidade Imperial Meknès situada numa fértil planície e uma das mais belas cidades Marroquinas e já foi a antiga capital de Marrocos. 
Meknès foi construída no século XVII há mais de 350 anos pelo sultão Moulay Ismail. A cidade é grandiosidade  abriga mesquitas, palácios, jardins, piscinas, estábulos foram construídas em mais de 50 anos . A cidade histórica é rodeada por uma enorme muralha, de  quarenta quilômetros de ameias e torres. Uma das principais atrações é o Palácio de Dar El Kebira, mandado construir pelo sultão Moulay Ismail no séc. XVII. Hoje em dia a cidade é mais um centro agrícola da região.

O guia informou que não teríamos tempo para fazer  uma visita completa na cidade já que entre uma atração e outra as distâncias são grandes e na Medina é onde estão a maioria dos monumentos. 

Meknés está dividida em duas partes: a Cidade Velha (Medina) e da Cidade Nova (Ville Nouvelle, em francês).Na Cidade Nova é onde os hotéis, estações de trem e ônibus . 

Começamos indo a pé até a Cidade Velha - Medina de Meknes  adicionada à lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996 por causa de sua combinação harmoniosa de elementos de origem islâmica e europeia, na sua concepção e planejamento.Na Medina está uma das escolas mais bonitas Corão a Medersa Bou Inania construído no século 14 durante a época de Sultan Abou el-Hassan e do  terraço se tem uma bela vista da Grande Mesquita. 

Caminhamos pelas ruas labirínticas onde  é quase impossível encontrar o caminho de volta e onde impera o comércio de tudo que você imaginar.  

Paramos na praça principal da Medina, El-HDIM onde encontramos músicos , contadores de histórias, encantadores de serpentes, etc ...  

Seguimos para o  Mausoléu de Moulay Ismail, sultão marroquino que reinou de 1672 e 1727, teve 500 esposas, 548 filhos e 340 filhas. Ele ordenou que os palácios em Fez e Marrakech fossem destruídos para que nenhuma cidade fosse mais bonita que Meknés que foi transformada em capital imperial nos séculos XVII e XVIII.  Ele mandou construir portas majestosas, estábulos, fontes, jardins, mesquitas, kasbashs, palácios e muralhas ao redor da cidade. Transformou a cidade numa autêntica maravilha. A cidade chegou a ser conhecida como "A Versalles do Marrocos". Com sua morte começou a decadência. Os seus sucessores levaram a capital para Fèz ou para Marrakech. E um terremoto, em 1755, fez muitos estragos na cidade.  Embora o Sultan foi um dos piores tiranos que o país já viu, ele ainda é reverenciado em seu santuário. Para entrar é necessário pagar o ingresso e tirar os sapatos e somente pode se visitar a entrada do mausoléo as outras salas dos Túmulos Reais são reservadas  para muçulmanos e outras para a família real.

Agora de carro fizemos uma panorâmica circulando entre as grandes muralhas com vários quilômetros de comprimento e suas portas de entrada na Medina.  Uma visita completa aos baluartes levaria mais de um dia.  Seguimos depois  até o  Palácio Real, com seus estábulos imensos e bonitos, que segundo os guias abrigava 12.000 cavalos e todas as infra-estruturas para os cavaleiros, tratadores, inclusive os silos para os alimentos secos e palhas, o reservatório de água com um mecanismo engenhoso para alimentar de água, tanto o palácio quanto a "Medina", além dos jardins suspensos com oliveiras. A construção deste Palácio virou obsessão quando foi rejeitado por uma princesa francesa  queria que este fosse maior e mais bonito do que o de Versailles assim mais 50 mil escravos negros foram forçados a trabalhar na construção do seu sonho imperial, muitos deles pereceram. 

Passamos pelo Aquedal é um imenso reservatório de água construído apenas para regar os jardins reais e divertir suas 500 esposas. Por essas realizações, este sultão é venerado na cidade, como seu rei eterno. Mulheres muçulmanas passam o dia a rezar no mausoléu, onde estão depositadas as suas cinzas.

Não perca uma visita ao Palácio de Darjamai localizado na parte de trás Hedim Place, que agora é um museu de Artes Marroquinas  exibindo artefatos, jóias e cópias antigas do Alcorão. 

África - Marrocos - Fez

Passava das 10 horas e o guia alertou ao grupo que iríamos percorrer direto uma distância de 250 quilômetros até chegar a Fez. A viagem tranquila e, já passava das 13 horas quando chegamos em Fez a mais antiga das cidades imperiais e um dos mais importantes centros religiosos e de irradiação da cultura islâmica. 

Antes de visitar a Medina fomos almoçar  já que fazia parte do pacote da excursão experimentar a culinária árabe e seus temperos exóticos e deliciosos. Começamos com uma taça de harira seguida por uma deliciosa sopa feita de lentilhas, grão-de-bico, cordeiro, tomates e vegetais. Depois veio o couscoussière um prato de  Cuscuz feito de sêmola de cereais e cozido a vapor acompanhado de tagine de galinha, com limão e azeitona. Como não aprecio galinha pedi um prato de kaliya que é uma combinação de carne de cordeiro, tomate, pepinos e cebola,servida com cuscuz ou pão. 

Depois de tanta comida o jeito foi bater perna na bela Medina com seu emaranhado ruelas, becos, comércio e o que a faz diferente das outras é que  é dividida  em duas partes:  Fes-el-Djedid (a nova Fez) e Fes-el-Bali (a antiga Fez), comumente chamada el-Medina, que é a maior e a mais cativante do país. A maioria da população de Fez continua a morar na Medina Fes-el-Bali em vez de morar na Cidade Nova, moderna e bastante européia. Porém, sem dúvida, as cidades muradas são as principais atrações de Fez. 

Existem quatro portas para o acesso a esta imensa medina de Fez-El-Bali (cidade antiga). A porta de Bab Boujeloud é a entrada oeste e é a principal entrada para turistas identificada pelas cores brilhantes e, sua fachada e o telhado é azul e na parte externa e verde na parte interna. A Porta Central chamada de Bab Er Rsif é a entrada central, que abre para uma praça em frente à mesquita do mesmo nome. A Porta Sul Bab Ftouh é a entrada sul que dá diretamente para os cemitérios. A Porta Norte chamada de Bab Guissa é a entrada do norte. Todos esses portões de entrada são parte das muralhas e são de uma arquitetura surpreendente. Ingressamos pela porta principal Bab Boujeloud onde um imenso labirinto de ruelas e becos tomada por multidões de pessoas vestidas em roupas coloridas, comércio e vendedores de tudo que se possa imaginar . Estas ruelas são estreitas que todo o movimento de transporte de mercadorias e pessoas é feito em mulas, burros e bicicletas.

A Medina de Fez el-Bali é considerada uma das maiores  cidade medieval  do mundo, com as características mais evidentes daquelas cidades, as muralhas que a circundam e os enormes portões para acesso ao seu interior. As portas e muros que cercam a cidade, suas mais de 9.000 de ruelas  e é onde encontramos a Medersa Bou Inania, uma universidade de Teologia construída em 1350, a mais antiga do mundo árabe-islâmico.

Andamos pelas ruelas estreitas, sinuosas, labirínticas chegamos nas Mesquitas Mulay Idriss e Karaouyine, as escolas do Corão, a Fonte Nejjarin e os Souks, com inúmeras oficinas da artesanato e as tannereis - indústrias de curtumes cujo acesso é feito  por uma estreitíssima passagem como se fosse um túnel onde dá num espaço amplo aberto ao ar livre. O cheiro é muito forte , misto de esterco de galinha curtido, ácido sulfúrico, amónia e couro de animais recém sacrificados, invade o ambiente e queima as narinas. Subimos por escadinhas estreitas até atingir um terraço permitem uma visão aérea impressionante e completa, do donde se tem uma visão áerea do processo de curtume e tingimento. O cheiro é insuportável  e o Guia nos dá uns  ramos de arruda e menta para esfregar nas pontas dos dedos e depois evar ao nariz para dissipar o forte odor de amônia-esterco-couro-ácido.Uma visão exótica, marcante, estranha e impressionante vendo várias pessoas sentados nas bordas dos tanques trabalham no processo lavar, amaciar, desengordurar, tirar os pelos e tingir os couros. Cada tanque tem quase dois metros de diâmetro e cheios até a metade de diferentes misturas, sejam líquidos escuros ou massas brancas pastosas. Estes couros ficam num banho de tinta por vários dias antes de serem postos a secar ao sol.

Fez foi a capital de Marrocos durante vários períodos da sua história.  Tem uma casa de verão do rei do Marrocos. Ocupa lugar entre as montanhas e junto ao rio. Fundada em 789 d.C  pelos merínidas  que foram uma dinastia berbere que reinou em Marrocos, após a queda dos almóadas entre os séculos XIII e XV. A dinastia teve as suas origens nos berberes zenatas, aliados tradicionais dos omíadas de Córdova. Em 1248 o chefe da tribo, Abu Yahya, conquistou a cidade de Fez e nos dez anos que se seguiram conquistou todo o Marrocos, com excepção de Marrakech, tomada em 1269 pelo seu irmão e sucessor, Abu Yusuf. É o centro intelectual e espiritual do país, e a mais antiga cidade do reino de Marrocos. Mantendo a fisionomia do Islão Medieval, é uma cidade, que sofreu poucas alterações através dos tempos, conservando dentro das suas muralhas, os tesouros artísticos da milenária monarquia. Durante a sua história, a cidade teve longos períodos de grandes dificuldades, mas sobreviveu a todos eles, tendo hoje a sua própria cultura e o seu orgulho.

África - Marrocos - Tétouan


Pontualmente as 8 horas defronte ao terminal do ferry-boat em Ceuta nos aguardava  o responsável pela excursão o Sr. Abudab. O grupo era composto de 3 casais brasileiros, 1 casal argentino e outro casal americano. Começamos assim  a grande aventura de conhecer Marrocos. 

No percurso de quase sete quilômetros que separa Ceuta da fronteira de Marrocos o guia forneceu informações sobre a entrada naquele país e, quase chegando na fronteira disse que eram proibidos fotos e filmagens pedindo que guardasse todo o material recolhendo nossos passaportes dizendo que seriam entregues somente ao final da excursão. Esta situação deixou todos inquietos e preocupados . Brasileiros precisam apenas de passaporte válido para entrar no Marrocos e ficar por até 90 dias.

É assustador a fronteira que separa Ceuta de Marrocos. Há muros de separação rodeado por cercas de seis metros cobertos com arame farpado,  parecendo mais uma prisão do que uma cidade. Muitos guardas, centenas de carros e pessoas se aglomeravam. Abudad nosso guia disse que este controle é necessário para combater a entrada de imigrantes ilegais no território da União Europeia e que muitos daqueles marroquinos atravessam a fronteira para ir trabalhar em Ceuta.

Na verdade, ficamos sabendo depois , que existe um arranjo empresarial onde mercadorias são adquiridas de uma zona industrial em Ceuta pelos chefes dos contrabandistas e, muitos daqueles que aguardam na fronteira fazem diariamente contrabando de  mercadorias para ganhar em torno de € 4  por viagem e, que alguns até se aventuram no mar atravessando a fronteira terrestre para recolher bens espanhol embrulhados em plástico e nadando de volta para evitar pagamento de direitos aduaneiros. http://www.maroc.ma/portailinst/Ar

Marrocos é uma monarquia constitucional, com parlamento eleito democraticamente em que o rei é igualmente o chefe do governo hoje ocupado por Mohammed VI desde a morte de seu pai Hassan II em 1999. 

Marrocos não é um país muito grande fica no extremo noroeste da África, limita-se ao norte pelo estreito de Gibraltar onde faz fronteira com Espanha, por Ceuta, pelo Mar Mediterrâneo e por Melilha. Já a leste e sul limita-se com a Argélia, a sul com o Saara Ocidental e a oeste pelo oceano Atlântico. Este país tem vários oásis, praias, montanhas e belas e antigas cidades cheias de história já que é um dos  mais antigos da África. Se caracteriza por ser um país montanhoso onde se destaca duas cadeias montanhosas: o Rif, com a orientação noroeste-sudeste, que faz, geologicamente, parte das cordilheiras do Sul da Península Ibérica, e que tem como ponto mais alto o monte Tidirhine com 2456 m; e a Cordilheira do Atlas, no Centro do país, com a orientação leste-oeste, cujo ponto mais alto é o monte Tubkal (4165 m). A leste, situa-se a bacia do Muluya, uma região de terras baixas, semiárida, criada pela erosão do rio Muluya. Mais a leste e a sudeste, encontram-se os altos planaltos, com cerca de 1000 metros de altitude. No Sul, iniciam-se as terras áridas do deserto do Saara.

Nossa viagem paronâmica seguiu pela autoestrada costeando o Mediterrâneo com paisagens de contrastes e povoações tipicamente marroquinas, grandes urbanizações junto ao mar  ao fundo cadeias montanhosas. As autoestradas tem apenas duas faixas de cada lado e por elas circulam bicicletas e pessoas. Chegando perto de Teutouan paramos parada andar de dromedário. 

Continuamos a viagem entre as montanhas e o  mar até chegar a cidade de Tétouan importante cidade na época em que os Árabes dominaram a Andaluzia que é considerada  Patrimônio da UNESCO pela sua medina (cidade antiga), que apesar de não ser muito grande é  uma das mais completas e intocadas de Marrocos. Antes de começar a visita na Medica o guia Abudad disse que esta medina é relativamente pequeno e, alertou que para não nos perdemos e para nossa segurança deveriamos permanecer sempre próximos e que ele iria na frente e outra pessoa iria nos dar segurança na retaguarda. Em seguida entendemos a vida marroquina e a precaução já que são centenas de ruas, becos que vão e vem e também logo fomos rodeados e perseguidos por vendedores  ambulantes que vendem de tudo nestas ruas repletas de comércio de frutas, legumes, mobílias, roupas, etc...  Abudad explicou que existem três seções distintas da Medina, o andaluz, o judeu, e as seções Berber assim cada rua é ocupada por um tipo de comércio. A rua dos tintureiros é próxima da dos tecelões e joalheiros também a dos fabricantes de objetos de couro e de outras oficinas de artesanato.  A visita durou cerca de uma hora e trinta minutos depois caminhamos no centro da cidade com poucas  atrações 

Tetouan esta localizada numa área agrícola  com grande comércio de cereais, citrinos, animais e artesanato . Tem também produtos que são fabricados ao redor da cidade, incluindo tabaco, sabão, jogos, materiais de construção e têxteis. As principais indústrias da cidade são as de conservas de peixe e o artesanato.

Historicamente Tetouan tem suas origens no séc. III a.C., sendo de início um simples assentamento chamado Tamouda que existiu até 42 a.C., quando foi destruída pelos exércitos romanos. Quando o sultão Merinid Abu Thabit, mandou construir um Kasbah em Tetouan, em 1307, a cidade muçulmana começou a encontrar a sua forma. No entanto, era um refúgio para os piratas e Tetouan chamou a ira do castelhano, rei Henrique III, cujas forças conquistaram a cidade em 1399. Um século depois, Tetouan entrou num período de declínio, até ficar sob a protecção da Andaluzia, por influência de refugiados vindos de Granada. A partir de 1484, a cidade teve um grande desenvolvimento de carácter cultural e arquitectónico de influência espanhola e também muçulmana, que até hoje perduram. Em 1913 passou a ser a capital do protetorado da Espanha até à independência do território em 1956.