Continuamos a viagem cruzando uma bela região com florestas de cedros em direção a cidade Imperial Meknès situada numa fértil planície e uma das mais belas cidades Marroquinas e já foi a antiga capital de Marrocos.
Meknès foi construída no século XVII há mais de 350 anos pelo sultão Moulay Ismail. A cidade é grandiosidade abriga mesquitas, palácios, jardins, piscinas, estábulos foram construídas em mais de 50 anos . A cidade histórica é rodeada por uma enorme muralha, de quarenta quilômetros de ameias e torres. Uma das principais atrações é o Palácio de Dar El Kebira, mandado construir pelo sultão Moulay Ismail no séc. XVII. Hoje em dia a cidade é mais um centro agrícola da região.
O guia informou que não teríamos tempo para fazer uma visita completa na cidade já que entre uma atração e outra as distâncias são grandes e na Medina é onde estão a maioria dos monumentos.
Meknés está dividida em duas partes: a Cidade Velha (Medina) e da Cidade Nova (Ville Nouvelle, em francês).Na Cidade Nova é onde os hotéis, estações de trem e ônibus .
Começamos indo a pé até a Cidade Velha - Medina de Meknes adicionada à lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996 por causa de sua combinação harmoniosa de elementos de origem islâmica e europeia, na sua concepção e planejamento.Na Medina está uma das escolas mais bonitas Corão a Medersa Bou Inania construído no século 14 durante a época de Sultan Abou el-Hassan e do terraço se tem uma bela vista da Grande Mesquita.
Caminhamos pelas ruas labirínticas onde é quase impossível encontrar o caminho de volta e onde impera o comércio de tudo que você imaginar.
Paramos na praça principal da Medina, El-HDIM onde encontramos músicos , contadores de histórias, encantadores de serpentes, etc ...
Seguimos para o Mausoléu de Moulay Ismail, sultão marroquino que reinou de 1672 e 1727, teve 500 esposas, 548 filhos e 340 filhas. Ele ordenou que os palácios em Fez e Marrakech fossem destruídos para que nenhuma cidade fosse mais bonita que Meknés que foi transformada em capital imperial nos séculos XVII e XVIII. Ele mandou construir portas majestosas, estábulos, fontes, jardins, mesquitas, kasbashs, palácios e muralhas ao redor da cidade. Transformou a cidade numa autêntica maravilha. A cidade chegou a ser conhecida como "A Versalles do Marrocos". Com sua morte começou a decadência. Os seus sucessores levaram a capital para Fèz ou para Marrakech. E um terremoto, em 1755, fez muitos estragos na cidade. Embora o Sultan foi um dos piores tiranos que o país já viu, ele ainda é reverenciado em seu santuário. Para entrar é necessário pagar o ingresso e tirar os sapatos e somente pode se visitar a entrada do mausoléo as outras salas dos Túmulos Reais são reservadas para muçulmanos e outras para a família real.
Agora de carro fizemos uma panorâmica circulando entre as grandes muralhas com vários quilômetros de comprimento e suas portas de entrada na Medina. Uma visita completa aos baluartes levaria mais de um dia. Seguimos depois até o Palácio Real, com seus estábulos imensos e bonitos, que segundo os guias abrigava 12.000 cavalos e todas as infra-estruturas para os cavaleiros, tratadores, inclusive os silos para os alimentos secos e palhas, o reservatório de água com um mecanismo engenhoso para alimentar de água, tanto o palácio quanto a "Medina", além dos jardins suspensos com oliveiras. A construção deste Palácio virou obsessão quando foi rejeitado por uma princesa francesa queria que este fosse maior e mais bonito do que o de Versailles assim mais 50 mil escravos negros foram forçados a trabalhar na construção do seu sonho imperial, muitos deles pereceram.
Passamos pelo Aquedal é um imenso reservatório de água construído apenas para regar os jardins reais e divertir suas 500 esposas. Por essas realizações, este sultão é venerado na cidade, como seu rei eterno. Mulheres muçulmanas passam o dia a rezar no mausoléu, onde estão depositadas as suas cinzas.
Não perca uma visita ao Palácio de Darjamai localizado na parte de trás Hedim Place, que agora é um museu de Artes Marroquinas exibindo artefatos, jóias e cópias antigas do Alcorão.

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