Neve

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Espanha - Valencia

No caminho ate chegar a Valência encontramos muitas plantações de laranjais que são uma das maiores fontes de riqueza da região. Chegamos no centro de Valência cidade antiga, capital e  maior cidade da Comunidade  Valenciana e nos acomodamos  no Meliá Plaza que tem excelente localização no coração da cidade bem defronte a praça central da cidade. 
Valência tem seu litoral banhado pelo Mediterrâneo  que fica entre montanhas íngremes e magníficos bosques alaranjados. É uma próspera,  fértil e moderna cidade espanhola  com uma burguesia endinheirada que fez a cidade crescer  para fora das muralhas dando espaço a uma arquitetura de linhas curvas, com murais coloridos e grelhas de ferro forjado exuberante assimilando o neo-gótico e elementos clássicos. A cidade é um museu a céu aberto onde coabitam edifícios centenários e construções ultramodernas e exibe hoje uma impressionante arquitetura futurística, chafarizes iluminados por neon,  centro histórico pitoresco e  praia agitada.  Da Valência árabe muito pouco ficou, destruídas que foram as muralhas  e as mesquitas para sobre elas se implantar templos cristãos . A cidade teve dois papas em Roma no século XV (Calisto III e Alexandre VI, pai de Lucrécia Bórgia). Chegou a ser capital da Segunda República após a Guerra Civil. Na luta entre cristãos e mouros sobressaíram heróis épicos como o conquistador El Cid. 

Começamos nossa caminhada pelo Centro histórico que fica  à volta da Plaza de la Reina; Bairro del Carmen; Calle Caballeros e Carrer dels Cadirers duas das ruas mais características e animadas. 
Curioso é que cinquenta por cento dos valencianos falam a língua valenciana  (detalhe: qualquer semelhança com o italiano não é pura coincidência e muitas vezes a fonética é mais próxima do português que do castelhano)

Paramos na  Catedral de Santa Maria   cuja raiz é medieval, num edifício compósito. Foi erguida primeiro sobre uma mesquita que ao tempo da conquista de Valência aos muçulmanos El Cid decidiu consagrar a São Pedro ou à Virgem Maria, não se sabe bem. O templo acabou por incorporar elementos arquitetônicos românicos, góticos, renascentistas e barrocos. A grande nave central filia-se no gótico cisterciense, como gótica é também a torre-campanário, ex-libris da Valência antiga e ícone de postais. Belas são também as três portas do templo: a gótica Puerta de los Apóstoles, a Puerta de la Almoina, românico-bizantina, e a Puerta de los Hierros, de perfil barroco. Do campanário El Miguelete se pode desfrutar de uma vista incrível da cidade. 
A praça de la Virgen fica no local que outrora foi o fórum de Roman Valencia.

Chegamos na Torres de Serranos que são consideradas a porta de entrada maior cidade gótica em toda a Europa, e foram construídos no final do século 14 por Pere Balaguer, como parte da fortificação da cidade. Serviu como celas de prisão e era um arco triunfal em muitas ocasiões festivas.

O prédio da Bolsa da Seda de Valencia é uma obra-prima do gótico civil . Foi construído entre 1482 e 1533 e usada originalmente no comércio de seda e sempre foi um centro comercial. É uma obra prima da Arquitetura gótica, evidenciando o poder e riqueza da cidade de Valência nos séculos XV e XVI. Incluída na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996.
Imprescidível uma visita nos os mercados Central e de Colombo.A Iglesia de San Juan del Hospital é uma das mais antigas igrejas de Valença, construída em torno de 1261. O templo tem uma única nave coberta por uma abóbada de canhão apontado. Dentro, você pode contemplar a magnífica capela de Santa Barbara e capelas com outros murais pintados do período gótico.

O Museo de Bellas Artes San Pio V fica localizado num edifício barroco e famosa por suas coleções de pintores primitivos de Valência, embora haja também obras de El Greco, Velázquez, Murillo, Goya, e algumas peças arqueológicas.

O Museo Nacional de Ceramica Gonzalez Marti está alojado num palácio que data do século 15 e foi remodelado em 1740 em estilo rococó, com uma entrada de alabastro magnífico. Dentro tem quartos do século 19 e uma coleção de telhas feitas na Fábrica de Cerâmica Real em Alcora.

Valência é conhecida também como a cidade das flores. Tem muitos parques e zonas ajardinadas e, para começar vamos ir ao  Jardín Botánico fundado em 1567 para o estudo de plantas medicinais. Em 1802 foi instalado no Hort de Tramoyeres. Vale a pena também ir no Parque del Oeste e os Jardines del Real conhecidos como Jardines Viveros. Imprescindível é uma caminhada pelo  Jardín de Turia é o maior parque da cidade com mais de 6,5 km de espaços verdes fica situado no leito do rio Túria e, foi construído quando se desviou o rio do seu curso natural, e se reutilizou o seu espaço como área lúdica .

Vale a pena circular também, com tempo, pela curiosíssima Praça Redonda, uma praça fechada que desde manhã cedo se anima com um mercado de livros usados e pássaros. Na volta nos perdemos pelo centro histórico e acabamos cruzando pelo arco da réplica valenciana da Ponte dos Suspiros. 

Cruzamos também pelo mosteiro Jeronime de San Miguel de los Reyes foi erguido no século 16 sobre a antiga abadia. A fachada é em estilo renascentista e é enquadrada por duas torres com colunas salomónicas barroco e ,tem também dois claustros rodeado por galerias de arco.

No final da tarde visitamos caminhamos ao longo do rio Túria onde teve toda estrutura urbana renovada com arquitetura vanguardista, e onde encontramos a Cidade das Artes e das Ciências que é um complexo arquitetônico, cultural e de entretenimento que inclui quatro edifícios. Foi desenhado por Santiago Calatrava e Félix Candela. O complexo é formado pelas seguintes construções:L'Hemisfèric - Imax Cinema, Planetário e Laserium. Com aproximadamente 13.000 m²
El Museu de les Ciències Príncipe Felipe - Museu interativo de ciências, ocupa aproximadamente 40.000 m² em três pisos.
L'Umbracle - trilha de caminhada com plantas selvagens, conta também com uma galeria de arte com esculturas de artistas contemporâneos.L'Oceanogràfic - o maior aquário oceanográfico da Europa, com 110.000 m² e com 42 milhões de litros de água.El Palau de les Arts Reina Sofía - casa de ópera e apresentações de artes. Contém quatro grandes salões: Salão Principal, Salão Magisterial, Anfiteatro e Teatro de Câmera.El Puente de l'Assut de l'Or - ponte que liga o lado sul com a rua Menorca, cujo pilar de 125 metros de altura é o ponto mais alto da cidade.

Ficamos encantados com a beleza de Valência também por saber que o povo adora festas agitadas e conserva um enorme  calendário festivo. Uma das festas mais conhecidas são as Fallas  com fogueiras que consomem dezenas de enormes estruturas, as «fallas», rodeadas por figuras modeladas em cartão, os «ninots». O conjunto caricatura de forma satírica personagens e acontecimentos públicos. Algumas das «fallas» chegam a ter quase vinte metros de altura e podem pesar mais de oito toneladas. Há em Valência dezenas de oficinas de produção de «fallas» e conta-se em cerca de três centenas os artistas consagrados à sua idealização e execução. A «nit del foc» (noite do fogo) constitui o clímax da semana «fallera». À meia-noite do dia 19 de Março tem início a grande imolação das peças, entre explosões dos petardos e música das bandas. A última «falla» a arder é a que se ergue na praça do município. É aí que se assiste ao culminar desse delírio pirotécnico, uma espectacular apoteose de fogo e pólvora.

Terminando nosso tour em Valência fomos de carro até a  Praia de La Malvarrosa conhecida como a praia de Levante situada quase quatro quilômetros do porto desportivo . Tem o nome de Malvarrosa porque está cheio de flores dessas plantas . Na orla tem pitorescos restaurantes  que servem a tradicional  Paella e aproveitamos e tomamos a refrescante Água de Valencia, bebida típica à base de laranjas.

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