Neve

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Espanha - Granada


Bem cedo acordamos e com dia chuvoso nos agasalhamos e fomos caminhar no bairro Realejo que na época da dinastia sultanato de Nasrid era um bairro judeu cheio de vilas Andaluzia chamada de Los Carmenes (deriva da palavra árabe karm "jardim" ou "cipó") que  representam uma casa com jardim  se abrem para as ruas.
Numa praça espaçosa chamada o  Campo del Príncipe criada pelos Reis Católicos para a celebração do casamento do príncipe Juan hoje é cheia de bares que servem bebidas e tapas ao ar livre. E subindo uma pouco mais encontramos a igreja de San Cecilio , padroeira de Granada e o  Hotel Alhambra Palace , construído no início do século 20 por um rico aristocrata.
Indo agora em direção a Catedral para visitar a Capela Real que fica ao lado .A Capela Real é um mausoléu muito importante, contendo os caixões dos Reis Católicos, a sua filha, Joanna (o louco) e seu marido Filipe, o Belo, da Áustria e bem perto encontramos a Madraza A. Granada Nazarí primeira universidade que data do século XIV e atualmente é a Real Academia das Artes Bellas. 

Mesmo com chuva não desistimos de visitar o principal atrativo de Granada. Pegamos um ônibus e subimos para retirar nossos ingressos para visita geral programada na Alhambra  que consiste em conhecer a Alcazaba, o Palácio Nasrid, Generalife, o Palácio de Carlos V e Mesquita Bath.  

Alhambra  foi construída entre os séculos XIII e XV pelos reis da dinastia Nazarí como fortaleza e palácio real e , o complexo monumental tem  três áreas distintas e a visita completa pode durar no minimo  três horas para percorrer os quase quatro quilômetros de extensão.  

Tínhamos horário agendado primeiro para visitar os  Palácios Nasrid por onde começamos e este é o mais famoso e visitado de todo o Monumental. É composto por três palácios, cada um construído em momentos diferentes. O palácio Mexuar é o mais antigo. Nele visitamos a Câmara, o oratório, o Golden Room e o Pátio do Mexuar. O Palácio Comares foi a residência oficial do Sultão era  a sala do trono e onde estão o Pátio da Murta, o Salão de Barca e do Salão de Embaixadores. O Palácio dos Leões retrata toda arte Nasrid, inclui o Hall of Mocárabes, o Pátio dos Leões, o Hall of Abencerrajes, o Hall of Kings, o Salão das Duas Irmãs, o Hall of Ajimeces e ponto de vista da Daraxa. Além destes  três palácios tem outras salas de particular importância como:Quarto do Imperador Carlos V, quando foram construídas Granada decidiram estabelecer-se e depois foi ocupada por Washington Irving. Nesta área, você pode visitar o Mirador, o Patio de la Reja e o Jardim do Lindaraja.O Partal: Esta área inclui o Portão do, Jardins do Palácio e Walks, Otilia, o Palácio de Yusuf III e o Paseo de las Torres.
Agora com horário livre fomos visitar a Alcazaba que é uma das partes mais antigas da Alhambra, é a área militar do recinto e visitamos as seguintes áreas: o Terraço da Torre do Cubo, o North Wall Adarve da Plaza de las Armas (que inclui Distrito Militar), o Terraço do Puerta de las Armas, a Torre de la Vela e do Jardim das ameias.
Depois seguimos para a visita ao Generalife significa" jardim do arquiteto" é composto de uma série de grandes jardins que datam em volta do ano de 1200 AD. Em cada canto uma surpresa agradável com características bonitas e marcantes  com muitas plantas, a água. Nos tempos medievais tinham também frutas e flores. Estes  jardins  separaram a casa de campo do Palácio e à Alcazaba. O Generalife foi a casa de campo do rei de Granada e, fica a poucos passos de distância da residência principal localizado fora das fortificações do norte do Alhambra. Quando o rei queria fugir da corte vinha para este recanto para relaxar e refletir.

Completanda a visita nos principais monumentos agora vamos começar a descida antes porém uma espiada no Palácio de Carlos V iniciado em 1527 pelo arquiteto Pedro Machuca no mais puro estilo renascentista. Ali visitamos também o Museu de Alhambra que reúne um grande acervo da civilização hispano-muçulmana e da arte califal e nazarí. 

No Peinador da Rainha um pavilhão íntimo adicionado no século XVI chamado "fogão", e fora de uma galeria de tradição italiana, para substituir a lâmpada original com iluminação superior. No Pilar de Carlos V ao lado do Portão de Justiça onde se pode ver um bastião de artilharia circular a partir do qual desce uma parede de pedra esculpida, para o qual foi esculpida uma das obras-primas do Renascimento Granada. O Portão de Romãs porta substitui um renascimento islâmico e seu tímpano mostra o escudo imperial encimado por três conchas que dão o nome.

Restando ainda algumas horas do dia e com tempo chuvoso resolvemos visitar alguns dos  museus. O Museu Arqueológico fica no palácio de Castril do século 16 (Carrera del Darro, 41). Apresenta vários fatos históricos de diversas civilizações que passaram por Granada, como cartagineses, romanos e árabes. O outro foi o Museo de Federico García Lorca (Poeta Federico García Lorca, 4,) na casa que foi residência do poeta, herói republicano morto na Guerra Civil Espanhola. Aqui se encontram pinturas, manuscritos, fotos e outros documentos de Lorca e outros artistas da época, como Dalí.  
Descendo até o Centro pelas ruas Cuesta de San Gregório e Calderería Nueva se avistam inúmeras lojas de produtos de origem moura, sobretudo vindos do Marrocos. La Alcaicería, um mercado situado entre a catedral e a rua dos reis católicos, no centro, também mostra bem esta face mourisca da cidade e se podem adquirir peças bastante originais.

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