Neve

domingo, 30 de outubro de 2011

África - Marrocos - Tétouan


Pontualmente as 8 horas defronte ao terminal do ferry-boat em Ceuta nos aguardava  o responsável pela excursão o Sr. Abudab. O grupo era composto de 3 casais brasileiros, 1 casal argentino e outro casal americano. Começamos assim  a grande aventura de conhecer Marrocos. 

No percurso de quase sete quilômetros que separa Ceuta da fronteira de Marrocos o guia forneceu informações sobre a entrada naquele país e, quase chegando na fronteira disse que eram proibidos fotos e filmagens pedindo que guardasse todo o material recolhendo nossos passaportes dizendo que seriam entregues somente ao final da excursão. Esta situação deixou todos inquietos e preocupados . Brasileiros precisam apenas de passaporte válido para entrar no Marrocos e ficar por até 90 dias.

É assustador a fronteira que separa Ceuta de Marrocos. Há muros de separação rodeado por cercas de seis metros cobertos com arame farpado,  parecendo mais uma prisão do que uma cidade. Muitos guardas, centenas de carros e pessoas se aglomeravam. Abudad nosso guia disse que este controle é necessário para combater a entrada de imigrantes ilegais no território da União Europeia e que muitos daqueles marroquinos atravessam a fronteira para ir trabalhar em Ceuta.

Na verdade, ficamos sabendo depois , que existe um arranjo empresarial onde mercadorias são adquiridas de uma zona industrial em Ceuta pelos chefes dos contrabandistas e, muitos daqueles que aguardam na fronteira fazem diariamente contrabando de  mercadorias para ganhar em torno de € 4  por viagem e, que alguns até se aventuram no mar atravessando a fronteira terrestre para recolher bens espanhol embrulhados em plástico e nadando de volta para evitar pagamento de direitos aduaneiros. http://www.maroc.ma/portailinst/Ar

Marrocos é uma monarquia constitucional, com parlamento eleito democraticamente em que o rei é igualmente o chefe do governo hoje ocupado por Mohammed VI desde a morte de seu pai Hassan II em 1999. 

Marrocos não é um país muito grande fica no extremo noroeste da África, limita-se ao norte pelo estreito de Gibraltar onde faz fronteira com Espanha, por Ceuta, pelo Mar Mediterrâneo e por Melilha. Já a leste e sul limita-se com a Argélia, a sul com o Saara Ocidental e a oeste pelo oceano Atlântico. Este país tem vários oásis, praias, montanhas e belas e antigas cidades cheias de história já que é um dos  mais antigos da África. Se caracteriza por ser um país montanhoso onde se destaca duas cadeias montanhosas: o Rif, com a orientação noroeste-sudeste, que faz, geologicamente, parte das cordilheiras do Sul da Península Ibérica, e que tem como ponto mais alto o monte Tidirhine com 2456 m; e a Cordilheira do Atlas, no Centro do país, com a orientação leste-oeste, cujo ponto mais alto é o monte Tubkal (4165 m). A leste, situa-se a bacia do Muluya, uma região de terras baixas, semiárida, criada pela erosão do rio Muluya. Mais a leste e a sudeste, encontram-se os altos planaltos, com cerca de 1000 metros de altitude. No Sul, iniciam-se as terras áridas do deserto do Saara.

Nossa viagem paronâmica seguiu pela autoestrada costeando o Mediterrâneo com paisagens de contrastes e povoações tipicamente marroquinas, grandes urbanizações junto ao mar  ao fundo cadeias montanhosas. As autoestradas tem apenas duas faixas de cada lado e por elas circulam bicicletas e pessoas. Chegando perto de Teutouan paramos parada andar de dromedário. 

Continuamos a viagem entre as montanhas e o  mar até chegar a cidade de Tétouan importante cidade na época em que os Árabes dominaram a Andaluzia que é considerada  Patrimônio da UNESCO pela sua medina (cidade antiga), que apesar de não ser muito grande é  uma das mais completas e intocadas de Marrocos. Antes de começar a visita na Medica o guia Abudad disse que esta medina é relativamente pequeno e, alertou que para não nos perdemos e para nossa segurança deveriamos permanecer sempre próximos e que ele iria na frente e outra pessoa iria nos dar segurança na retaguarda. Em seguida entendemos a vida marroquina e a precaução já que são centenas de ruas, becos que vão e vem e também logo fomos rodeados e perseguidos por vendedores  ambulantes que vendem de tudo nestas ruas repletas de comércio de frutas, legumes, mobílias, roupas, etc...  Abudad explicou que existem três seções distintas da Medina, o andaluz, o judeu, e as seções Berber assim cada rua é ocupada por um tipo de comércio. A rua dos tintureiros é próxima da dos tecelões e joalheiros também a dos fabricantes de objetos de couro e de outras oficinas de artesanato.  A visita durou cerca de uma hora e trinta minutos depois caminhamos no centro da cidade com poucas  atrações 

Tetouan esta localizada numa área agrícola  com grande comércio de cereais, citrinos, animais e artesanato . Tem também produtos que são fabricados ao redor da cidade, incluindo tabaco, sabão, jogos, materiais de construção e têxteis. As principais indústrias da cidade são as de conservas de peixe e o artesanato.

Historicamente Tetouan tem suas origens no séc. III a.C., sendo de início um simples assentamento chamado Tamouda que existiu até 42 a.C., quando foi destruída pelos exércitos romanos. Quando o sultão Merinid Abu Thabit, mandou construir um Kasbah em Tetouan, em 1307, a cidade muçulmana começou a encontrar a sua forma. No entanto, era um refúgio para os piratas e Tetouan chamou a ira do castelhano, rei Henrique III, cujas forças conquistaram a cidade em 1399. Um século depois, Tetouan entrou num período de declínio, até ficar sob a protecção da Andaluzia, por influência de refugiados vindos de Granada. A partir de 1484, a cidade teve um grande desenvolvimento de carácter cultural e arquitectónico de influência espanhola e também muçulmana, que até hoje perduram. Em 1913 passou a ser a capital do protetorado da Espanha até à independência do território em 1956.

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