Neve

sexta-feira, 1 de abril de 2011

São Paulo - Santos


Fizemos a travessia do canal de quatrocentos metros entre os dois muncípios Santos-Guarujá de balsa  que tem  capacidade para quase quarenta veículos de passeio  e cuja viagem dura em média 7 minutos e custa R$ 8,20Nossa chegada em Santos foi acompanhada de forte temporal e para não perder tempo ficamos percorrendo toda a orla de carro e observando  os belos jardins que acompanham esta orla e se alastram por mais de cinco quilômetros desde o José Menino até a Ponta da Praia com longos gramados, canteiros de flores (lírios amarelos e brancos, biris vermelhos , crisântemos brancos, amarelos e mesclados) que formam conjunto com alamedas de palmeiras e espécies de arbustos . Sua orla totalmente urbanizada tem sete quilômetros de praia distribuída em seis praias . 

A praia da Ponta da Praia fica junto à entrada do estuário do Porto de Santos é donde sai  os passeios pela baía e Laje de Santos e a Travessia Santos-Guuarujá. Tem como atração o Aquario Municipal  inaugurado em 1945 por Getúlio Vargase tem  área de três mil metros quadrados com  30 tanques de água doce e salgada com mais de 200 espécies de animais.É o terceiro aquário público construído no Brasil .Recentemente teve suas paredes externas pintadas pelo artista plástico californiano Robert Wyland.

A praia da Aparecida fica no bairro no mesmo nome e está  entre os canais 5 e 6 tem um quilômetro de extensão e várias opções de comércio e lazer. Ali também está a Igreja Nossa Senhora AparecidaA praia    Embaré fica na  região central da orla de Santos muito procurada por surfistas . É ali que foi construído em 1875 a Capela Santo Antônio e hoje é a Basílica de Santo Antônio do Embaré inaugurada em 1945 em estilo neogótica com arcos ogivais, vitrais e rosáceas. As duas torres da fachada terminam com pináculos. No tímpano sobre a entrada principal, uma composição clássica mostra Santo Antônio recebendo o Menino Jesus das mãos da Virgem. Na parte interna, os 18 ms de pé direito são cobertos por murais à têmpera de Pedro Gentili, que preenchem todos os espaços do templo.  Os 44 pilares em granilito rosa dividem-se em cada lado da nave e do altar, emoldurando as quatro capelas menores, bem como as capelas-balcões e as capelas de confissão. Estas contam com pinturas alusivas à remissão dos pecados, como o perdão ao filho pródigo e a Maria Madalena. O trabalho de entalhe em portas, pára-ventos, confessionários, púlpitos e altares é realçado pelo contraste entre a cor clara do marfim e a cor escura do cedro e da nogueira.  Embora a decoração não seja gótica, os relevos de leões, dragões e outros animais híbridos, próprios do gótico arcaico usado na Alemanha, são creditados à ascendência do artesão.

A praia Boqueirão localizada na região do Canal 3 é uma das praias mais conhecidas e beneficiadas pelo programa de despoluição da orla santista.

A praia   Gonzaga fica entre os Canais 2 e 3 e é o ponto mais badalado da cidade. Nele, acontece a maioria dos eventos ao ar livre, promovidos pela prefeitura e rádios da região.

A praia da   Pompeia fica no pequeno bairro que entre o canal 1 e 2. Em sua orla encontram-se quiosques e pequenas praças.

A praia de José Menino tem  calçadão, jardins da orla e agitada vida noturna .Abrigou em 1895 o primeiro Hotel Intercontinental da orla marítima  e onde ficou os primeiros trilhos de bondes. O Morro do José Menino ou também como é conhecido morro de Santa Teresinha muito usado para prática de asa-delta. Próxima à divisa com os bairros de José Menino e Itararé está a pequena e deserta Ilha de Urubuqueçaba  que o nome quer dizer  "pouso de urubus"que   na maré baixa liga-se à praia, podendo-se caminhar até ela. Bem próxima ao  Emissário Submarino e a poucos metros da movimentada avenida Presidente Wilson .

Santos é a maior cidade do litoral paulista  abriga o maior porto da América Latina  é também capital simbólica de São Paulo sede do poder executivo paulista todo dia 13 de junho. Tem diversas instituições de ensino superior.  

Transitando pela rede urbana de Santos deu para perceber que é bem simples já que a  maioria das grandes vias de circulação estendem-se no sentido norte-sul  com avenidas arborizadas que margeiam os canais e as avenidas Ana Costa e Conselheiro Nébias que se conectam as praias, ao sul, com o centro da cidade que faz face ao braço de mar conhecido por Largo do Caneú e por fim ao norte.  Este projeto é conhecido como malha urbana em formato de tabuleiro de xadrez.

Percorremos agora a avenida Ana Costa  com suas palmeiras imperiais que remontam à década de 1920 e, onde se situam edifícios comerciais, cinemas, bancos e escolas, chegamos ao coração do bairro do Gonzaga e também aytravessamos  a Praça Independência, local tradicional de comemorações da cidade, onde está o Monumento à Independência com o patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva no alto inaugurado em 1922.

A chuva parou temporariamente e resolvemos ir visitar as princippais atrações com o Bonde Turístico que funciona de terça a Domingo e feriados das 11h00 às 17h00 saindo da  Praça Mauá e custa R$ 3,00 o City Tour. O passeio com guias  que contam curiosidades do passado e percorre ruas (Rua General Câmara;do Comércio; José Ricardo ; Tuiuti;  Visconde do Rio Branco; Augusto Severo e  Cidade de Toledo); praças (Mauá e Barão do Rio Branco);    Largo Marquês de Monte Alegre e  Estação do Valongo localizados no centro histórico cujo trajeto permite paradas em alguns pontos vai passando pelo   Paço Municipal,        Igreja do Rosário,        Casa da Frontaria Azulejada,        Santuário do Valongo,        Bolsa Oficial do Café,        Panteão 
dos Andradas,       Igrejas do Carmo,        Rua XV de Novembro.

Na praça Mauá o Paço Municipal  é ocupado pelo eclético Palácio José Bonifácio construído em 1937 e inaugurado em 1939. e seu nome homenageia o Patriarca da Independência. Tem linhas clássicas usadas nos prédios públicos para externar o conceito grego de democracia. Mas a separação entre os setores superiores e inferiores de serviço, nos sete pavimentos - dois andares no embasamento, três no plano nobre e dois no ático -, expressam o espírito ditatorial da época do Estado Novo, quando foi erguido. Escadarias com patamares bifurcados servem as entradas laterais. A fachada principal possui rampa para automóveis e largas escadarias, que terminam ladeadas por duas estátuas. A que está situada à direita de quem entra, representa o comércio na figura do deus romano Mercúrio, que corresponde a Hermes, na mitologia grega. Do lado esquerdo fica a deusa romana Minerva, que é a Palas Atenas da Grécia Antiga e simboliza a sabedoria, a ciência e as artes. Elas antecedem os três arcos triunfais da entrada nobre, acima dos quais se destaca o brasão nacional e se desenvolve o alpendre do segundo pavimento, com colunas colossais que alcançam o terceiro andar. 

Internamente, o trabalho em bronze e ferro destaca-se nos portões e portas principais, balaústres das escadarias, lustres de alabastro, grades e esquadrias dos vitrais das portas. Alizares em madeira ou mármore repartem as paredes com o gesso, que desenha guirlandas no capitel das pilastras e prolonga-se na ornamentação do teto. Referência aos níveis de poder reaparece no piso, revestido em mármore de Carrara ou madeira marchetada nos ambientes principais. Os demais setores receberam pastilhas decoradas, mais baratas e duráveis. O Gabinete do Prefeito e o Salão Nobre Esmeraldo Tarquínio seguem o estilo Luiz XVI. Na Sala Princesa Isabel ainda funciona o Plenário da Câmara Municipal (veja verbete), iluminado por lustre em cristal da Bohêmia e quatro vitrais representando a Liberdade, a Justiça, a Caridade e a Nacionalidade. O quinto andar, destinado pelo projeto de Plínio Botelho à residência do prefeito, hoje tem funções burocráticas.

Na Rua do Comércio nº 96 está a  Casa da frontaria azulejada é um  sobrado com fachada revestida de azulejos em alto relevo, típicos das construções litorâneas e quase inexistentes no interior do País, por causa da dificuldade de transporte. Eram trazidos da metrópole e só por volta de 1950 começaram a ser fabricados no Brasil. Por sua origem árabe, alguns dizem que o nome vem de Al Zulaic, que significa pedra polida e brilhante. Outros acreditam que derive de azul, tendo o predomínio das peças em azul e branco se iniciado no século XVII. Usados como elemento de decoração e refrigério em átrios e alpendres, no Brasil os azulejos ganharam a frontaria das edificações, 'brasileirismo' copiado por Portugal. A fachada do prédio decorre de influência neoclássica, própria do período imperial brasileiro e na época considerado moderno, por se opor à fase colonial. Tem frontão triangular e, no andar superior, as portas-janelas são protegidas por sacadas corridas com balaústre de ferro. O programa era tradicional. Conservava residência no piso superior e comércio no térreo, onde também se localizava a moradia dos escravos, caracterizando uma senzala urbana. A planta distribui-se em formato de 'U', com os fundos voltados para o porto, de onde chegavam as mercadorias que eram transportadas em canoas, por um canal, até o armazém que ficava no térreo. A altura das portas permitia o acesso de carruagens ao pátio interno.      O edifício foi erguido em 1865 pelo comerciante português Joaquim Ferreira Neto, no setor residencial da burguesia santista. Com os anos, passou a ser usado como escritório, hotel, armazém de cargas e depósito de fertilizantes. Tombado em 1973, foi desapropriado em 1986. Na época removeram-se todos os azulejos, para restauração e produção de réplicas artesanais, devolvendo-se à fachada 7 mil peças. Desde 1998, a Prefeitura Municipal está reconstruindo a parte interna, com base no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido a partir de 1997. O prédio ganhará uma área para exposições na parte da frente e um jardim interno. No fundo haverá uma estrutura metálica de três andares, para instalação do setor técnico da Fundação Arquivo e Memória de Santos, proprietária do imóvel.

O Santuário do Valongo, foi fundado em 25 de janeiro de 1640, por Frei Manoel de Santa Maria e o  Convento de Santo Antônio do Valongo da Ordem dos Franciscanos teve o início de sua construção em 1º de junho de 1641. No Século XVIII todo o conjunto arquitetônico destacou-se como um dos maiores e mais bonitos de toda a Província Franciscana no Brasil. De 1855 a 1906 funcionou no Convento a Escola de Meninas do Valongo, fundada por Mariana Amberguer e Maria Gertrudes Mayer. Mas foi somente em 1922 que os frades retornaram ao Valongo, quando frei Paulo Luig assumiu como guardião. Em agosto deste ano, a Arquidiocese de São Paulo criou a Paróquia de Santo Antônio do Valongo, abrangendo boa parte da cidade.Em 1987, Dom David Picão, por decreto, transformou a Matriz do Valongo em Santuário. 

A estação do Valongo foi a primeira estação de trem de São Paulo aberta em 1867.

Os Casarões do valongo é o nome que se dá às ruínas de um conjunto arquitetônico em estilo neoclássico, o primeiro bloco datado de 1867 e o segundo, de 1872. Na época da edificação foram considerados, por suas grandes dimensões, os maiores casarões da província de São Paulo. O Programa de Revitalização do Centro Histórico de Santos, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997, vem reurbanizando a área. Está prevista a recuperação das fachadas, que formarão um pátio destinado à apresentação de espetáculos artísticos e culturais.          Em 1985, um incêndio deixou um dos blocos em ruínas e, em 1986, uma das paredes desabou com uma ventania. Em 1992, outro incêndio arruinou a edificação remanescente, levando a Prefeitura Municipal a realizar obras de consolidação das paredes. Alguns dizem que a palavra Valongo designaria a única via que seguia ao longo do porto, espinha dorsal da vila e que perdurou por mais de 300 anos. Outros acreditam que resulte da contração das palavras vale e longo. Segundo gramáticos, além de significar 'planície entre montanhas', a palavra 'vale' designa também 'base de uma montanha' ou 'planície à beira de um rio'. A denominação teria sido dada de acordo com a configuração do terreno e de um local semelhante, na cidade portuguesa do Porto.

A Bolsa Oficial do Café na Rua XV de Novembro nº 95 ocupa um  prédio foi inaugurado por Washington Luiz, no dia 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações do centenário da Independência. Reaberto em 15 de setembro de 1998, após obras de restauro financiadas pelo Governo do Estado, estava fechado desde 1986, quando a Bolsa Oficial do Café foi extinta e hoje abriga o Museu dos Cafés do Brasil que funciona de terça a sábado, das 9h00 às 17h00, e domingo, das 10h00 às 17h00 com ingresso de  R$1,00 e cuja Sala de Pregões dispõe do mesmo cadeirado em jacarandá-da-baía que acomodava os antigos corretores. O teto abobadado rosa e branco tem no centro uma clarabóia com vitral de Benedicto Calixto, artista ainda responsável pelos afrescos que retratam fases da história de Santos. Mármores coloridos formam desenhos geométricos no piso. Eles foram importados da Itália, Espanha e Grécia, assim como cimento e ferros trazidos da Inglaterra, tijolos, telhas e pisos cerâmicos da França e ladrilhos da Alemanha. O edifício conta também com o Centro de Preparação de Café (CPC), que ministra cursos sobre o tema, além da Cafeteria do Museu, onde se saboreia o café brasileiro tipo exportação. Biblioteca, restaurante e acervo de objetos ligados ao produto vão completar a ocupação dos quatro pavimentos. De estilo eclético, o prédio tem forte inspiração no Renascimento Italiano. Tal influência foi muito criticada, na época da construção, por artistas que se reuniam em São Paulo, na Semana da Arte Moderna, e condenavam a mania brasileira de copiar a Europa. Externamente, o pavimento térreo é revestido de granilito rosa, que continua nas oito colunas do átrio circular. Este exibe o nome Bolsa Official de Café, em letras de metal, e termina em cúpula. No ângulo oposto, estátuas representando a Indústria, o Comércio, a Lavoura e a Navegação ornam a torre de 40 m do relógio.

O Pantheon dos Andradas na Praça Barão do Rio Branco, s/nºabriga os restos mortais de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, e de seus irmãos, Antônio Carlos, Martim Francisco e Padre Patrício Manuel. Foi inaugurado em 7 de setembro de 1923. A arquitetura do edifício foi inspirada nos templos maçônicos, pois Bonifácio foi o primeiro grão-mestre da maçonaria no Brasil. Através do portal neocolonial em cantaria lavrada, chega-se ao pequeno átrio que conduz ao interior do prédio. Este é dominado pela estátua jacente de José Bonifácio, tal qual seu corpo foi conduzido do Paço até a Igreja do Carmo, no Rio, em caixão aberto, revestido das insígnias de Cavaleiro de Cristo. O monumento foi projetado pelo escultor brasileiro Rodolpho Bernadelli e executado por volta de 1888. Nascido em Santos em 13 de junho de 1763, até os 14 anos Bonifácio estudou em casa, que ficava no terreno onde hoje está o prédio da Câmara Municipal (veja verbete). Depois estudou em São Paulo, Rio, Coimbra e Paris. Tinha idéias renovadoras como a reforma agrária, a preservação de rios e matas, a defesa do índio, o voto do analfabeto. Chefe do ministério de D. Pedro I, induziu o monarca a separar o Brasil de Portugal. Ao enviar o príncipe a Santos, em setembro de 1822, pretendia que a proclamação ocorresse em sua cidade natal. Mas uma indisposição forçou D. Pedro a retornar a São Paulo, onde se registrou o acontecimento.      Foi por rebeldia a José Bonifácio, sempre crítico à infidelidade conjugal do monarca, que o irreverente D. Pedro deu a D. Domitila de Castro o título de Marquesa de Santos. Libertou os escravos agrícolas do governo e mandou vir da Europa 600 colonos livres. Participou da abertura da primeira Assembléia Constituinte, dissolvida por um golpe de estado que o obrigou a exilar-se por cinco anos. Com a abdicação de D. Pedro I, José Bonifácio foi nomeado tutor do futuro imperador, ato suspenso pela Câmara. Faleceu aos 75 anos. 

Na Rua XV de Novembro nº 105/107 está a Câmara Municipal que ocupa um  conjunto de gabinetes dos vereadores e setores da Câmara Municipal compreende dois prédios, situados no mesmo terreno onde se erguia a casa de José Bonifácio . No bairro residiam as famílias abastadas. Documentos revelam que o pai dos Andrada possuía a segunda fortuna da vila, oito contos de réis. O edifício da frente exibe uma placa de bronze em homenagem ao Patriarca, bem como seu rosto esculpido em pedra, na altura do segundo pavimento. Os alpendres salientes deste andar repetem-se reentrantes no quarto pavimento, com três arcos e colunas. A entrada conta com portas em arco pleno fortemente gradeadas, já que a obra foi erguida pelo escritório Ramos de Azevedo para ser sede do Banco do Comércio e Indústria de São Paulo (Comind), por volta de 1920. Internamente, o imóvel mantém revestimento das paredes (alizares) em madeira e belos vitrais no saguão, onde se encontra o Plenário Ulisses Guimarães. Mais recente, o prédio anexo conserva o ladrilho original no piso dos longos corredores.

Na Praça dos Andradas s/nº está a Casa de câmara e cadeia abriga a Delegacia de Cultura do Governo do Estado e a Oficina Regional Pagu. Monumento arquitetônico em estilo colonial, com mais de 2.000 m² de área construída, a edificação é assobradada na fachada principal e térrea nos fundos, formando um pátio para onde se abrem oito celas. Na época em que foi projetada, era costume construir o espaço para as autoridades bem acima do alojamento dos prisioneiros, numa alusão ao poder da lei sobre as pessoas que a infringem.          O período colonial caracteriza a planta retangular, assentada em plataforma de pedra aparente, com paredes em alvenaria de pedra e piso também de pedra no térreo. O material reaparece tanto nas pilastras como no umbral e verga reta de portas, janelas e óculos, simetricamente dispostos. As portas-janelas do andar superior abrem-se para balcões corridos com balaústres de ferro. O beiral largo do telhado tinha a função de abrigar contra as intempéries e o sol. Internamente, o prédio conserva o desenho floral na bandeira das portas, o tabuado no piso do andar superior e no térreo.          Iniciada em 1839, ainda em obras a edificação abrigou o Tribunal do Júri (1866). Sua construção terminou em 1869, quando recebeu o Senado da Câmara, que ali funcionou até 1894. Em 1870, no andar térreo foi instalada a Cadeia de Santos, transferida para a rua São Francisco por volta de 1950. Embora tenha cumprido a triste função de presídio, assistiu à fundação da Associação da Criança Desvalida e do Asilo de Órfãos, à assinatura dos contratos de água, dos bondes, da iluminação pública e dos telefones. Recebeu visitas ilustres, como D. Pedro, a imperatriz Teresa Cristina, o Conde d'Eu e a princesa Isabel (1888), razão pela qual o salão de sessões da Câmara de Vereadores (veja verbete) até hoje tem o nome da princesa.   Em 15 de novembro de 1894, foi palco da proclamação da primeira e única Constituição Municipal do País. Tombada em 1959, a edificação foi restaurada em 1981 e está inserida no Programa de Revitalização do Centro Histórico, desenvolvido pela Prefeitura Municipal, a partir de 1997.

      
Também visitamos a Catedral de Santos construída entre 1909-1967  num projeto  em estilo neogótico do engenheiro alemão Maximilian Emil Hehl, professor da Escola Politécnica de São Paulo . Na entrada da catedral está guardada portem as estátuas de profetas e os quatro evangelistas. No interior, vitrais alemães contam a vida de Nossa Senhora. Na capela do Santíssimo Sacramento há três afrescos de Benedito Calixto representando Noé, o sumo-sacerdote Melquisedeque e Cristo com os discípulos de Emaús. A capela de Nossa Senhora de Fátima guarda uma imagem da santa trazida de Portugal. Tem uma cripta onde está enterrados os bispos Dom Idílio José Soares e Dom David Picão além de sacerdotes.

O Monte Serrat, ou morro de São Jerônimo  recebeu este nome com a contrução da  Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira de Santos, em 1603. O acesso pode ser por bondinho, que funciona sobre trilhos em sistema funicular, ou por escadaria com 415 degraus, que possui 14 nichos com representações da Via Sacra. Situado a 157 m do nível do mar, possibilita uma visão de 360 graus de toda a cidade, e também vistas parciais dos municípios de São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia Grande. O local também abrigou o Cassino Monte Serrat, que recebeu artistas  como Carmem Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas até ser fechado, em 1946, quando o presidente Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil. Reformado em 1998, hoje seus espaços destinam-se a eventos sociais. No Salão Cristal, com capacidade para 300 pessoas sentadas, costumam ser realizadas festas de empresas, enquanto no Salão Hortênsia, que comporta 50 pessoas, acontecem chás de aniversário e beneficentes. Dispõe, ainda, de lanchonete e do Salão do Castelinho, onde a criançada brinca de rei e rainha, com direito a coroa, manto e cetro.

Ao pé do Monte Serrat   está a    Fonte do Itororó   que tem uma cuba tripartida encimada por azulejos brancos arrematados por um friso com desenhos inspirados na mitologia, sob acabamento de azulejos decorados. Todo em azul e branco, o conjunto é completado por moldura de concreto. Dos lados, elas formam volutas, que se prolongam até o ápice, finalizado por pináculo com carranca. Separadas por um muro, palmeiras e chapéu-de-sol documentam o que sobrou do antigo Jardim do Itororó. Ela formava o ribeiro do Itororó, cortado por pontes de madeira e que atravessava ruas como a atual João Pessoa e XV de Novembro, em direção ao mar. Pertenceu a Brás Cubas, fornecendo água para seu curtume, abasteceu uma lavanderia pública e, em 1932, serviu a Empresa Águas do Itororó, fabricante de refrigerantes. Embora na Bahia também exista uma fonte com esse nome, historiadores comprovaram que se deve à nascente de Santos a invocação da canção, já que a melodia pertence ao folclore paulista.