Neve

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

França - Paris - Palácio de Versalhes

Muito cedo começamos o passeio até o Palácio de Versalhes, onde pegamos o trem na estação ferroviária Paris Montparnasse até a estação Versailles Chantiers e a viagem dura cerca de 40 minutos. Dali até chegar ao palácio não chega a dez minutos  é muito fácil, rápido e tem mapas e placas indicativas. Mas na dúvida pode seguir este roteiro quando descer na estação, saia pela porta frontal, cruze a rua que passa em frente e, siga para a direita. Caminhando um pouco logo chega numa larga avenida, vire a esquerda e siga até o portão de Versalhes.

O palácio abre às 9:00h é para entrar é necessário comprar um bilhete que custou 25 euros ( o valor depende a época do ano ou dia da semana).

Quando se chega é difícil não se impressionar o palácio é colossal com imensos jardins cheios de fontes e estátuas, é muito bonito.

O Palácio de Versalhes  fica localizado na cidade de Versalhes, um subúrbio de Paris. Desde 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família Real ser forçada a voltar à capital em 1789, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França.

Em 1660, de acordo com os poderes reais dos conselheiros que governaram a França durante a menoridade de Luís XIV, foi procurado um local próximo de Paris e suficientemente afastado dos tumultos e doenças da cidade apinhada. Paris crescera nas desordens da guerra civil entre as facções rivais de aristocratas, chamada de Fronde. O monarca queria um local onde pudesse organizar e controlar completamente um Governo da França por um governante absoluto. Resolveu assentar no pavilhão de caça de Versalhes, e ao longo das décadas seguintes expandiu-o até torná-lo no maior palácio do mundo. Versalhes é famoso não só pelo edifício, mas como símbolo da Monarquia absoluta, a qual Luís XIV sustentou.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes possui 2.000 janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. Construído pelo rei Luís XIV, o Rei Sol, a partir de 1664, foi por mais de um século modelo de residência real na Europa, e por muitas vezes foi copiado.

Em 1837 o castelo foi transformado em museu de história. O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhados, projetados por André Le Nôtre. Como o parque é grande, um trem envidraçado faz um passeio entre os monumentos.

Os jardins estão centrados na fachada Sul do palácio, o qual está colocado num terraço para dar uma grande vista dos jardins. Ao fundo das escadas está localizada a Fonte de Letona. Esta fonte consta uma história tomada do poema de Ovídio, Metamorfoses e servia (ainda serve) como uma alegoria às Fronda.

Próxima, fica a Avenida Real ou o Tapis Vert. Rodeando este conjunto, para os lados, ficam os jardins formais. Por trás destes fica a Fonte de Apolo. Esta fonte simboliza o regime de Luís XIV, ou, o Rei-Sol. Por trás desta fonte repousa o Grand Canal. À distância, encontram-se os densos bosques dos campos de caça do Rei.

A água necessária para alimentar as fontes do palácio era providenciada pela Machine de Marly, atualmente localizada em Bougival. Esta máquina era induzida pela corrente do Sena, a qual movia catorze vastas pás giratórias, sendo um milagre da moderna Engenharia hidráulica, talvez a maior máquina integrada do século XVII.

Em 1999 ventos muito fortes atingiram os jardins do palácio destruindo mais de 10.000 arvores de espécies raras, agora  estão sendo replantados e restaurados segundo o seu estado na época de Luís XIV.

O palácio é extremamente opulento  com uma estrutura que comporta 20 mil pessoas, em um cenário de uma opulência sem comparações. Chegou a ser copiado por outros soberanos da Europa, o que deu origem à frase: “Sempre Imitado, Nunca Igualado”.

Porém grande parte do palácio não é acessível ao público, mas a famosa sala dos espelhos e os quartos reais, entre outros cômodos, estão abertos. Assim, o aposento mais conhecido é a restaurada Galérie des Glaces (Salão dos Espelhos), de 72 metros de extensão e 17 amplas janelas em arco, onde ocorreu o casamento de Luís XVI e Maria Antonieta e a assinatura do Tratado de Versalhes, em 1919. As alas norte e sul do palácio foram transformadas em galerias do Musée de l’Histoire de France.

Nos jardins de Versalhes há dois palacetes, o Grand Trianon e o Petit Trianon. O primeiro foi construído por Luís XIV, para seus encontros com a amante, Madame de Maintenon. O Petit Trianon, de estilo neoclássico, foi construído sob o reinado de Luís XV (e também para encontros com a sua amante, a Madame de Pompadour). Perto dos Trianons, o visitante pode conhecer um exemplo das futilidades de Maria Antonieta: o Hameau de la Reine, uma aldeiazinha rústica totalmente artificial e estilizada.

Há ainda o Musée des Carrosses, o Orangerie, o Jeu de Paume e outras tantas coisas para se ver no Palácio de Versalhes.

Perambulamos todo o dia pelo palácio de Versailes. Retornamos ao centro de Paris ao anoitecer e ainda deu tempo de fazer um passeio romântico de barco no rio Sena. Existem várias empresas que fazem o serviço e optamos Bateaux-Mouches ao custo de 10 euros por pessoa e além do mini cruzeiro oferece jantar acompanhdo de Bordeaux . O local de saída é na ponte de l’Alma, próximo à Torre Eiffel.
O passeio foi divino, saindo da Torre Eiffel e fomos até o bico da Ilê de la Citê e depois voltamos ao ponto de partida.

Compreendemos porque Paris é chamada de cidade Luz . Tudo estava iluminado começando pela Torre Eiffel que estava linda, a Notre Dame e tudo que circulava a orla do rio. Vimos também a Ponte Alexandre III e a Ponte Neuf. Isso tudo ao som de músicas francesas românticas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário