Começamos nossa caminhada de hoje pelo centro histórico na VILA DOS REMÉDIOS. Neste local está o prédio da administração, os Correios, o Banco Real que abrigou a primeira escola da ilha, além do Museu, de ruínas e canhões antigos.
A primeira parada foi no Museu e Arquivo Histórico, uma casa que fica na praça da igreja e guarda documentos e peças que mostram a história da ilha. Também tem vários objetos como o pedaço da hélice do avião de Sacadura Cabral e balas de canhão da Segunda Guerra.
A medida que íamos percorrendo os painéis do Museu o Guia Onildo contava a história da ilha dizendo que já foi local estratégico na época das navegações e teve 11 fortes.
Disse que o episódio estranho é que o arquipélago foi doado ao português Fernão de Loronha, que nunca esteve nas ilhas, todavia a ilha recebeu o seui nome. E que em 1972 num avião militar chegou os primeiros 42 turistas
Continua Fernando de Noronha foi Território Federal da Constituição de 1945 até a Constituição Federal de 1988 que mudou o território de Fernando de Noronha para distrito estadual devolvendo-o Pernambuco. Hoje é administrado por um curador nomeado pelo governador estadual.
E, que a UNESCO em 13 de dezembro de 2001 considerou o arquipélago SÍTIO DOPATRIMÔNIO MUNDIAL NATURAL.
Alguns historiadores alegam que o arquipélago foi encontrado em 1503 pelo navegador italiano Américo Vespúcio, quando, este fazia parte da segunda expedição exploradora da costa brasileira, capitaneada por Gonçalo Coelho.Outros dizem que o mapa do espanhol Juan de la Cosa, de 1502, e o atlas do português Alberto Cantino, de 1503, já mostravam as ilhas
Entretanto, são unânimes em afirmar que em 1504 Fernan de Loronha, financiador de Gonçalo Coelho, foi designado por Portugal donatário da capitania hereditária mas nunca este no local.
Já teve designações de holandeses, franceses e ingleses como ilha da Quaresma, ilha dos Golfinhos e de ilha de São João.
Em 1737 voltou ao domínio português. Nos anos de 1938 e 1945, foi um infernal presídio político, inclusive o ex-governador pernambucano Miguel Arraes esteve preso ali.
Quando era uma colônia penal Fernando de Noronha sofreu os efeitos da civilização houve desmatamento para impedir que os presos fabricassem jangada. Também outras agressões alteraram o ambiente como a importação do teju tipo de lagarto.
No período da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil aceitou que os norte-americanos armassem uma estação para rastreamento aéreo na vila do Boldró hoje o hotel Esmeralda.
Juscelino Kubistchek visitou o arquipélago em 1957. Nos anos seguintes, o exercito administrou o arquipélago em regime de rodízio.
No governo de José Sarney 1987, o jornalista Fernando César Mesquita foi nomeado governador, tendo sido o único civil a desempenhar a função. No ano seguinte, a Constituição devolveu a jurisdição ao governo do Estado de Pernambuco.
Para preservar o meio ambiente de Fernando de Noronha, foi criado o Parque Nacional Marinho, administrado pelo IBAMA. Algumas áreas do mar de fora, são interditadas ao acesso público.
O arquipélago 60% continua incólume o Parque Nacional Marinho (Parnamar), cuja área de 112,7 km2 é controlada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), assim como todo o ecossistema desse conjunto de 21 ilhas e ilhotas.
De origem vulcânica, Fernando de Noronha é uma dádiva da natureza emergida das entranhas da Terra, chamada de a Esmeralda do Atlântico, é o topo de uma gigantesca montanha submarina, de mais de 4 mil metros de profundidade,erigida sob uma base de 60 quilômetros de diâmetro, resultado de uma fratura acontecida na cadeia mesoceânica, há mais de 12 milhões de anos
A população de Noronha de 2,5 mil habitantes é composta por “nativos” e “forasteiros”. Os descendentes dos nativos e que residiam antes da década de 80 têm direito a morar na ilha e ter terras sem restrições. Aqueles que se mudaram nos últimos anos só ficam na ilha se obterem autorização de trabalho ou casamento com nativos ao contrário, pagam taxa diária de preservação do Ibama.
Por se tratar de uma importante reserva ambiental que tem sua fauna e flora protegidas pelo IBAMA, o acesso ao arquipélago é bastante restrito, para se chegar até existem duas opções de vôos, partindo de Recife, a 540 km de distância, e de Natal, a 350 km. Além disso, a ilha recebe o máximo de 500 visitantes diários, dos quais são cobrados uma taxa de preservação ambiental que varia em relação ao número de dias da visita..
Após escutar a história de Fernando de Noronha percorremos as alamedas irregulares de paralelepípedos da Vila dos Remédios que é o núcleo urbano desde as décadas de ocupação holandesa, e chegamos na igreja de Nossa Senhora dos Remédios, cuja construção se iniciou em 1737 e recém foi restaurada. É a obra mais importante do arquipélago em estilo colonial barroco, possui réplica da imagem da santa padroeira.
Visitamos o Palácio São Miguel prédio de cor encarnado sede da administração da ilha. Foi erguido em estilo colonial sobre as ruínas do prédio da diretoria do presídio, de 1737. Tem um vitral com a imagem do arcanjo S. Miguel. Na praça situada na frente está o monumento em homenagem aos aviadores portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho, que cruzaram o Atlântico Sul em 1922 .
Seguimos para a Aldeia dos Sentenciados, perto do Palácio São Miguel que serviu de presídio e suas celas coletivas e individuais também hospedaram soldados durante a Segunda Guerra.
Subimos para a colina da vila dos Remédios onde está as muralhas do Forte Nossa Senhora dos Remédios, com seus canhões. Foi construído em 1737 sobre as ruínas de uma fortaleza holandesa de 1629. Faz parte de um sistema de defesa de dez fortificações existentes no arquipélago.
Por volta das 13 horas terminamos o passeio histórico e caminhamos na vulcânica praia da Biboca onde achamos ainda pedras negras confirmando a existência de vulcões e, igualmente, no passado existiram muitos naufrágios nessa praia, que, não é favorável para banhos e na divisa com a Praia do Cachorro é onde ocorre o popular “Urro do Leão”, um ruído provocado pela batida das ondas numa fenda na rocha.
Dali seguimos caminhando até a Praia do Porto ou Baía de Santo Antônio, onde ficam as embarcações, e onde se encontram mergulhadores porque neste local ocorreu naufrágio de navio grego bom para pratica de mergulho O mar estava agitado e resolvemos fazer o passeio AQUASUB que é um espécie de mergulho usando uma prancha submarina rebocado por um barco. Este passeio dura 2 horas e custa R$ 90,00 por pessoa. Você controla a prancha podendo afundar para ver a fauna marinha ou ficar apenas flutuando nas águas.
Terminado o passeio ficamos na região do porto para ver o pôr-do-sol e observar os pássaros que chegam para buscar ali seu alimento.
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