
Saboreamos um excelente café-da-manhã, e aproveitamos que era bem cedinho para andar pelas ruas do Pelourinho e apreciar calmamente os prédios históricos.
Retornamos por volta do meio dia ao PESTANA-Convento do Carmo. Na ala interna tem vários murais que contam a história do convento. Vou tentar reproduzir o que entendemos.
“O Convento do Carmo foi um convento carmelita. É um dos maiores e mais antigos da Ordem do Carmo no Brasil. Iniciou a ser erguido em 1586 fora dos muros da cidade, pela Ordem Primeira dos Freis Carmelitas. Ao longo dos séculos foi cenário de vários fatos da história do Brasil. Na guerra contra os holandeses suas muralhas serviram para proteger os baianos.
O Convento ocupa dois pátios. A igreja fica numa das pontas do conjunto, próxima à capela da Ordem Terceira. Embora Carmelita a igreja tenha planta característica dos jesuítas, com a nave única, capelas intercomunicantes e transepto. Sobre as capelas, tribunas que, no lado sul, liga-se a uma galeria envidraçada. Sua fachada, em linhas clássicas, é pontuada pela torre com terminação à Mansard que se destaca da grande massa horizontal do convento. O interior da igreja é neoclássico, onde se distingue a sacristia rococó com forro em caixotão. Todo o conjunto tem grande importância na configuração paisagística da cidade.
Ao lado esta a Igreja do Carmo em estilo Barroco com detalhes em Gótico. Pode ser visitada pelo publico. Guarda a estátua do Senhor Morto mais cara do mundo com duas mil pedras de rubi encravadas em toda a imagem.
Também ali esta a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, erguida em 1636. Esta em reforma. Alie está à estátua de cedro do Senhor morto, entalhada em 1730 pelo escravo Francisco das Chagas, considerado o "Aleijadinho baiano".
A partir de 1970 o convento do Carmo por falta de frades começou a alugado para fins hoteleiros preservando, porém a identificação do lugar, que mesmo estando num local de esplendor não é possível esquecer que ali é um convento. Foi no ano de 2005 que o atual grupo Pousadas de Portugal assumiu o local”.
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