Concluída a rota dos moais devolvemos o carro por volta das 10 horas . A seguir caminhamos pelas ruas de Hanga Roa que mais parece um pequeno vilarejo. Começamos na Avenida Atamu Tekena que é o centro urbano da ilha onde se concentram quase todos estabelecimentos comercias. Bem próximo achamos toda estrutura pública e administrativa, caixas eletrônicos, o centro de informações turísticas.
Passamos pela Feira Artesanal onde vende desde artesanatos , variedade de peixes, verduras e frutas .
Paramos para almoçar no melhor restaurante da ilha o Hetú U localizado na avenida principal. Pedimos um prato típico da ilha o Tunu Ahí que é uma espécie de cozido com peixes, mariscos e verduras preparados sobre pedras quentes e envolvidos em folhas de bananeira.Como sou alérgica pedi para retirar os mariscos.
Só para entender melhor Hanga Roa tem apenas uma avenida principal, uma avenida beira-mar ambas asfaltadas e são cortadas por várias ruazinhas a maioria de areia que ligam as duas.
Seguimos para a beira-mar onde na avenida tem muitos moais, um calçadão de pedestres feito com deck de madeira, o Restaurante Pea , encontramos até uma agência do Banco Santander.
Retornando pela avenida cruzamos pelo cemitério Tahai com belas e históricas sepulturas da primeira metade do século passado, como a de Uka A'Hey A'Rero, esposa do rei Atamu Tekera.Depois de um descanso aproveitamos a tarde para ir ao Mercado Artesanal de Hanga Roa para apreciar o artesanato local que tem miniaturas de moais , colares feitos de conchas e pena e achamos tudo muito caro.
Ao lado está a Igreja Santa Cruz que tem missas diárias (7h e 19h).
No caminho achamos escolas pública e dizem que apenas uma delas ensina rapanui.
E chegamos ao nosso favorito passeio diário a partir das 19h30 que é assistir um belo espetáculo do sol se pondo por atrás dos moais em Hanga Kio.
Fomos primeiro no Kari kari indicado por nativos da ilha . A tarde tínhamos visto um cartaz com nativos vestidos de trajes típicos polinésios que informava o espetáculo tinha início as 21 horas. Quando chegamos estava fechado e nos avisaram que só abre três vezes por semana: na terça-feira e quinta-feira e no sábado.
E lembrei que tinha recebido um folder com propaganda do Show Vai Te Mihi e resolvemos dar uma passadinha por lá para ver. O local fica na avenida Beira Mar um pouco antes do cemitério
Ao lado deste tem outro restaurante que apresenta o show folcrórico do Matato'a um dos grupos mais tradicional da ilha .
Os Moais o mais intrigante mistério da ilha é também conhecidos como cabeças da ilha de páscoa e, cujo nome foi dado para as 887 estátuas gigantescas de pedra espalhadas pela Ilha de Páscoa. Estes foram construídos em três períodos: entre os anos 800 e 1000 d.C., entre 1000 e 1200 e, logo, entre 1200 e 1600, pelo povo Rapanui como homenagem aos líderes mortos. Isso explica o porque de todos estarem de costas para o mar, e de frente para o interior da ilha onde ficavam as aldeias. Os chapéus usados nas cabeças dos moais são chamados de "pukaos" e são cilindros de pedra vermelha pesando até doze toneladas, possivelmente representando um cocar de penas vermelhas - representam, de modo estilizado, um torso humano masculino de orelhas longas, sem pernas.Todas as estátuas foram derrubados de seus ahus (plataformas) no século XVII. A partir de 1956 algumas delas foram restauradas.
A maior incógnita dos Moais é como estas estátuas de quase 86 toneladas foram transportadas. Alguns afirmam que eram roladas em troncos sobre o terreno irregular da ilha e outros que estas estruturas eram feitas com pedras lisas que ajudavam no transporte, e na tradição oral alguns dizem que elas simplesmente caminhavam.
O crescimento populacional e a extração da madeira disponível na ilha para construção de casas, barcos e principalmente para o processo de transporte dos moais, fez com que florestas de palmeiras gigantes virassem descampados. A ilha não tem rios permanentes, apenas pequenos lagos nas crateras do Rano Kau e do Rano Raraku, e toda a água consumida em Hanga Roa vem deste poços.
Estima-se que os primeiros habitantes de Rapa Nui chegaram desde as Ilhas Marquesas no século VI, e que durante mais de mil anos não tiveram contato com o exterior. Isso até que o domingo de Páscoa de 1722, a ilha foi descoberta pelo navegante holandês Jakob Roggeveen, que descreveu ao povo rapanui como “um sutil povo de mulheres formosas e homens amáveis”.
Vídeo com fotos do dia
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