Neve

quinta-feira, 7 de março de 2013

Chile - Ilha de Páscoa - Ana Kai Tangata - vulcão Rano Kau - Orongo

Acordamos cedo e depois do café da manhã fomos para a avenida principal alugar um carro para percorrer  a ilha. Embora seja pequena, com apenas cinquenta quilômetros de estrada asfaltada que faz todo o contorno da ilha não existe transporte público ou você faz trilhas a pé, ou passeios com  agências de turismo, ou aluga uma moto ou veículo.  Dá para percorrer tranquilo em apenas um dia. Não tínhamos pressa e dividimos o roteiro para quatro dias. Conseguimos uma camioneta Suzuki Vitara em boas condições  ao preço de 30000 mil pesos a diária (US$60). 

A ilha de Páscoa ou Rapa Nui é tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Para  preservar as terras fora do perímetro de Hanga Roa faz desde 1935 do parque nacional Rapa Nui.

É uma ilha da Polinésia oriental e seus primeiros habitantes foram os polinésios, que chegaram por volta de  900 dC.  Sua população gira em torno de 3 700 habitantes que a maioria vive na capital Hanga Roa. . Dizem que  existem aproximadamente 900 moais que foram esculpidos por volta do ano 800 dC, e as tribos competiam para ver quem construía os maiores. Os mais altos têm quase dez metros de altura e pesam mais de setenta toneladas.
Começamos nosso passeio  por estrada asfaltada em direção ao sul e, bem próximo ao aeroporto e próximo a rodovia paramos em  Ana Kai Tangata  (ana significa gruta em rapanui e traduzido literalmente significa caverna comer Man). A caverna é  conhecida por suas duas entradas  com vista para o mar. No teto existem pinturas estilizadas de andorinhas e alguns arqueólogos acham que as pinturas referem-se ao culto ao homem-pássaro.
Continuando chegamos ao  Rano Kau um dos três vulcões que deram origem à Ilha de Páscoa. Acredita-se que a impressionante formação a 324 metros sobre o nível do mar tem mais de 2 milhões de anos. Sua caldeira tem uma largura aproximada de 1.600 m e 200 m de profundidade. Nela existem pequenos lagos parcialmente ocupados por totora, um tipo de junco aquático . Este vulcão está inativo há 10.000 anos.
 Avançando mais um pouco chegamos na aldeia cerimonial de Orongo que era o centro do "homem-pássaro" culto, envolvendo religiosos, aspectos sociais e políticos da vida Rapanui. Compramos o ingresso que dá direito a visitar também o Parque Nacional Rapa Nui. Orongo é uma vila de pedra  localizada numa falésia na borda da cratera do vulcão Rano Kao com vista para o mar e três ilhas. Sabe-se que o sítio é dedicado ao culto do homem-pássaro, uma tradição do século XVI, destina a homenagear os ancestrais de cada tribo. O local tem  três complexos de ruínas arqueológicas. Anualmente , no mês de julho, em Orango, é escolhido o novo homem-pássaro. Os concorrentes devem nadar sobre um flutuador de totora até a ilhota em frente, um rochedo pontudo no meio do mar, encontrar e trazer, preso à testa, um ovo de manutara de um pássaro marinho, e oferecê-lo ao chefe de seu clã. Uma proeza perigosa, porque há tubarões em volta da ilha. Depois, sem quebrar o ovo, o vencedor deve escalar a falésia de 300 metros para alcançar a vila. O primeiro homem a nadar de volta para a ilha principal, subir a falésia, e na mão ter um ovo intacto entregara  ao seu chefe de clã que seria muito honrado. A maior parte da honra, porém, iria para o chefe do clã, que seria nomeado Tangata Manu (Homem Pássaro) para o próximo ano. Ele viveria em quase isolamento para o ano todo, e seu clã iria receber privilégios especiais. O ovo é um símbolo de vida e de poder.
 
Em Orongo foram encontradas e restauradas mais de 50 casas de pedra. Foram descobertos petrogrifos. A maioria deles representa um homem com cabeça de pássaro, com bico recurvado.

Vídeo com fotos do dia.

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