Neve

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Maranhão - Alcântara


Visitamos a trânquila e charmosa Alcântara que faz parte das cidades historias brasileiras e  já foi habitada por índios tupinambás, numa aldeia chamada Tapuitaperaque e sede da elite rural do Estado e preserva o costume e simpatia dos habitantes  comum. 
Na cidade de  Alcântara está as ruínas de umas das mais importantes cidades do Maranhão abandonada durante quase todo o século XX e um grande conjunto de casários coloniais restaurados e rica influência cultural Africana.


Os principais pontos de interesse são as Ruínas do Palácio do Imperador símbolos da rivalidade da aristocracia local, os dois palacetes foram construídos para receber D. Pedro II. O Barão de Pindaré, Felipe Franco Sá, um dos aspirantes a anfitrião, havia sido colega de colégio do Imperador. A disputa só chegou ao fim, quando um dos proprietários foi assassinado e, por isso, a visita teria sido definitivamente cancelada. As obras nunca foram concluídas.


O Forte São Sebastião concluído em 1763, nunca foi usado e esta em ruínas. Seus dois canhões, por causa de um erro de posicionamento, não conseguiriam atingir alvo algum. Foram confiscados pelo Império quando a cidade ousou resistir à independência do país.

A Casa do Divino sobrado de dois pavimentos em estilo colonial, é a sede do Império durante a festa do Divino. Os objetos ligados à festa, como altares e instrumentos ficam guardados nesta Casa.

A Casa de Câmara e Cadeia antigo Senado da Câmara, poder executivo da vila, foi construída antes de 1750. Funcionou como penitenciária entre 1947 e 1965 e desde 1979 abriga Prefeitura e Câmara dos Vereadores.

O Museu Histórico de Alcântara criado em 1977, fica em um dos casarões do séc. XIX que ainda preservam a fachada revestida de azulejos. O museu recria a estrutura das casas no período colonial, com móveis, louças e artes. Painéis didáticos contam a história da cidade.

A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos começou a ser construída em 1780 e foi benzida em 1803, quando recebeu as imagens da santa e de São Benedito.

A Igreja de São Francisco de Assis começou a ser construída em 1812 e já no fim deste século estava em ruínas. No portal de entrada ainda se vê o símbolo da Ordem.

A Igreja Nossa Senhora do Carmo construída entre 1660 e 1690, contém painéis de azulejo, esculturas nos altares e púlpitos. O retábulo do altar-mor tem talha dourada em estilo rococó, feita na segunda metade do séc. XVIII. No fim do séc. XIX estava em ruínas e passou por várias reformas, a última delas iniciada em 1986.

A Igreja Matriz de São Matias erguida antes de 1648 no local onde já havia existido uma capela construída pelo índio Maretin e uma igreja em homenagem a São Bartolomeu. Na virada do séc. XIX para o séc. XX já estava em ruínas e ameaçava desabar. Parte da igreja teria sido derrubada por ordem do escritor Sousândrade, que morava num casarão na praça e tinha sua vista da pasaigem atrapalhada pela torre.

A Igreja de Nossa Senhora das Mercês construída em 1648 pela ordem dos Mercedários, ficou totalmente em ruínas. Uma capela foi construída no século XX para substituir a original.


Rua da Amargura a princípio chamada de Bela Vista, esta é a rua onde moravam alguns dos mais poderosos senhores de Alcântara. A mudança de nome viria da tristeza das mães que dali viam os filhos embarcando para estudar em Lisboa, mas outra versão lembra que ali ficava originalmente o Pelourinho, onde eram castigados os escravos desobedientes. Descoberto por indicação de uma escrava, o Pelourinho foi remontado na praça da Matriz.

Centro de Lançamento de Alcântara

Próxima à linha do Equador, a região de Alcântara é um dos melhores lugares do mundo para lançamento de foguetes: além das boas condições climáticas, gasta-se 30% menos combustível do que em outros lugares. Por isso foi instalado, em 1982, o Centro de Lançamento de Alcântara,  único de toda a América Latina com uma base que ocupa mais da metade do território da cidade, 52.000 hectares, incluindo os terrenos transformados em agrovilas para abrigar a população que teve suas casas desapropriadas.

Os objetivos originais do Centro seriam montar e testar foguetes e satélites, garantir a segurança do espaço aéreo da região e fazer acompanhamento meteorológico.

Hoje, a base está envolvida em uma grande polêmica que diz respeito à soberania nacional: o governo brasileiro pretende alugar a base para o exército norte-americano, o que impediria o acesso de nossos cientistas e militares às dependências e equipamentos do lugar .

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