Neve

domingo, 12 de setembro de 2010

Maranhão - São Luis



Igreja dos Remédios e Praça Gonçalves Dias famosa e imponente construída em 1719 única igreja de São Luís com influencias do estilo gótico em seu altar tem a imagem de Nossa Senhora dos Remédios fica no Largo dos Amores na praça Gonçalves Dias, de onde se tem uma das vistas mais bonitas da cidade. 

O Teatro Arthur Azevedo localizado na Rua do Sol, 180 - Centro é uma das mais importantes e luxuosas casas de espetáculos do país. Inaugurado em 1817, sofreu várias reformas, algumas impostas pela igreja, em função da proximidade com a paróquia da Sé e da má fama dos teatros àquela época. Impecavelmente restaurado pelo Governo do Estado em 1993, foi reinaugurado numa programação que incluía a soprano Motserrat Caballè. Tem capacidade para 750 pessoas distribuídos por 4 andares, possui bar e loja de souvenires. Os espetáculos são gravados por um circuito profissional de vídeo instalado no teatro e retransmitidos pela TV Senado. Visitas guiadas: quarta a domingo, às 15h.



Próximo esta o museu Histórico e Artístico do Maranhão funciona no  Solar Gomes de Souza, o museu foi inaugurado em 1973 e se destaca pela reconstituição da decoração típica dos sobrados do século XIX com móveis, objetos e obras de arte. Visitação: Terça a domingo, das 9h às 18h30.



Casa de Nhozinho a exposição fica na Rua Portugal

Caminhamos pelas ruas localizadas próximas ao cais da praia grande onde está parte do centro histórico fechada a circulação de veículos. Nesta área esta  o Solar São Luís considerado o maior prédio em azulejos da país (tem três pavimentos), foi construído na segunda metade do século XIX. Teve seu interior destruído por um incêndio e ficou abandonado até ser adquirido e restaurado pela Caixa Econômica Federal, que nele instalou uma agência.

O Centro de Atividades Odylo Costa ocupa um antigo armazém reformado, abriga um espaço cultural com cinema, teatro Alcione Nazaré é palco de inúmeros espetáculos musicais e de dança, galeria de arte, cursos e outras atividades.


A Cia. Circense de Teatro de Bonecos instalada em antigo casarão colonial no Beco do Catraeiros  realiza espetáculos teatrais, de mímica, de circo e de música além de engraçadíssimos shows infantis.

O museu de Artes Visuais tem um  acervo é composto por azulejos coloniais, murais, fotografias e obras de artistas maranhenses. Um de seus destaques é a coleção de gravuras do escritor Arthur Azevedo.


A visita ao  Sítio Piranhenga é uma volta ao passado. O local ainda guarda riquezas cultrurais deixados pela segunda maior população de escravos africanos trazidos em sua maioria para manter as fazendas de cana-de-açúcar. Fundado em 1810 é um cenário da história do Brasil numa área de aproximadamente quarenta e dois hectares de preservação histórico, cultural e ambienal. Tem um incrível acervo de peças que exalam história e cultura. São imóveis, azulejos coloniais, escadarias e construções hisóricas que levam o visitante a se transportar para uma época em que a vida passava devagar junto com o vai-e-vem das marés. A propriedade foi quase inteiramente construída por mãos escravas restando ainda muitas de suas marcas, como uma senzala próxima às margens do rio Bacanga. A casa é decorada com azulejos encrustados de conchas e de peças de louças em alguns comodos existe decoração de peixes e outros animais aquáticos fossilizados em pedras que teriam sido contrabandeadas pelo primeiro morador da casa. Os fósseis possuem milhões de anos. Nas salas majestosas da casa pode-se perceber claramente o estilo colonial, seja no mobiliário brasão do primeiro dono esculpido no encosto das cadeiras de madeira, seja no suntuoso teto de madeira que recobre a casa. Nessas salas podemos encontrar ainda enormes mesas redondas, também de madeira, centro de muitas reuniões militares entre seu primeiro dono e outros militares. As portas da casa são de mesma onipotência, enormes e com um design que refletem aquela época.
A casa conta ainda com uma varanda ampla e decorada exteriormente com azulejos coloniais, uma fonte d'água inativa e uma vista maravilhosa para o rio Bacanga, donde em tardes de céu aberto, acompanha-se o mais bonito pôr-do-sol da ilha de São Luís.
Ao lado de casa há uma capela, comum nas moradas do período colonial, que tem um sino de níquel e bronze banhado em ouro. A capela é toda em estilo do século XVIII revestido por azulejos em alto relevo nas cores azul, amarelo e branco. Dentro da capela, percebemos o altar em estilo barroco que guarda inúmeros santos de diversas providências. Do lado esquerdo da capela existe um púlpito (tribuna de onde o padre antigamente celebrava as missas), suspenso à 1,50m do chão. As paredes internas da capela eram revestidas com os mesmos azulejos que a recobre externamente, mas a ação de saqueadores degradou todo a estrutura. D. Virginia na tentativa de restaurar essa parte da capela refez, em cimento os azulejos porém, veio a falecer, em 2003, antes que pudesse terminar o seu trabalho que permanece inacabado.
A capela ainda guarda os restos mortais do primeiro morador junto de sua neta que morreu aos sete anos de idade e as cinzas de D. Virginia, que pediu para ser cremada e suas cinzas colocadas na capela.
Na propriedade do Sítio podemos encontrar uma senzala onde eram presos os escravos . É um local de muito respeito pois remonta à época mais cruel de nossa história: a escravidão. A senzala possui paredes feitas de pedra, larguas e que tinham mais de 5 metros de altura. É um local extremamente pequeno por imaginar a quantidade de pessoas que ali passavam à noite amontoados. O chão era de barro e as paredes só dispunham de pequenos buracos (suspiros) que premitiam a circulação do ar. Imaginem as mulheres com seus filhos, as crianças dormindo no chão frio e sem nenhuma proteção, a mercê de tudo... A senzala fica próxima da casa do primeiro morador o que leva a suspeitar que ele não era um senhor de escravos muito ruim.
O segundo morador quando implantou a fábrica de cal na propriedade transformou o local em um armazém para sua produção de cal, para isso abriu novas entradas no lugar e aterrou o chão. Hoje, nesse local, são realizadas festas, reuniões, casamentos, etc. e ainda serve de inspiração para alguns poetas maranhenses que passam a noite naquele local em busca de inspiração para seus poemas, sentindo as mesmas emoções que aqueles cativos.
Em frente à senzala, há um poço de enorme profundidade utilizado desde a época colonial de onde extrai-se a água diretamente do lençol freático. A água é extremamente saborosa e é usada pelo pessoal que habita e trabalhar atualmente no sítio.
O local é completamente envolto por árvores e animais podendo ser aproveitado para trilhas ecológicas em grupos de no mínimo 20 pessoas.


Atualmente, no Sítio Piranhenga também funciona uma filantropia. Trata-se do CEPROMAR - Centro Profissionalizante do Maranhão - que busca profissionalizar jovens e adultos além de garantir ao término do curso uma bolsa de trabalho em empresas. O Projeto foi fundado pelo Pe. João de Fátima Maranhão Brasil que atualmente dirigi o projeto onde os jovens e adultos passam o dia no Sítio e assim diminuem o contato com o crime.A iniciativa não possui apoio governamental sendo sustentada apenas por doações e o apoio de algumas instituições, como: o CEFET-MA, UFMA, Rede Amiga da Criança e Senac.

Dizem que está é a mansão do José Sarney  na praia do Calhau e fica pertinho do Pestana Hotel . Aproveitamos para dar uma espiada e olha o resultado ai.
Terminamos a noite caminhando pela beira da praia de Calhau

Nenhum comentário:

Postar um comentário