Neve

domingo, 26 de outubro de 2008

Paraiba - João Pessoa - Praia de Camboinha e Areia Vermelha e Casa de José Américo

A maré hoje estava excelente para visitar a praia de areia vermelha que é um banco de areia cercado por ilhas de corais e banhado pelas águas da Praia.
Fomos para a praia de Camboinha para conhecer este fantástico espetáculo de cor e luz. Ali pegamos um taxi-barco que nos levou até 2,5 quilômetros da orla. Combinamos para ele nos buscar as 10h30. Ficamos lá caminhando no banco de areia, banhando-se nas águas quentes, vislumbrando a vista incrível das praias de Bessa, Intermares, Poço, Camboinhas. Ao fundo também se enxergava o Pontal do Seixas de um lado e do outro Cabadelo.
A ilha conhecida como Areia Vermelha é na realidade um conhecido banco de areia das proximidades de João Pessoa.O local só é visível durante a maré baixa, uns 20 dias por mês no máximo e consegue atrair centenas de banhistas.Possui uns 3 km de extensão e algumas vezes chega a ficar descoberta até 5 horas. Este banco de areia é formado pelas areias que se deslocaram das falésias do Cabo Branco e, resíduos de conchas marinhas.
Andamos a tarde pelo calçadão das praias de Tambaú e Cabo Branco ao todo tem 4200 metros num sentido. Na metade tem o centrinho à beira-mar de Tambaú onde o calçadão é bem movimentado porque tem feirinhas de artesanato.
Aproveitamos e visitamos a Fundação Casa de José Américo que é um importante órgão cultural. Neste local José Américo passou os últimos vinte e dois anos. A casa foi convertida em Fundação e guarda as mesmas características de quando ele residia, inclusive o jardim e as árvores frutíferas foram por ele plantadas.
Atrás do museu tem outro edifício com auditório e sala de exposições e o memorial que guarda os restos mortais de José Américo e de sua esposa, Anna Alice Mello de Almeida.
José Américo de Almeida viveu 93 anos ( 10/01/1987 – 10/03/1980). Ficou órfão de pai aos 9 anos. Foi um ilustre paraibano escritor romancista, ensaísta, poeta e cronista, político, advogado, professor universitário, folclorista e sociólogo . Destacou-se na Literatura Brasileira como autor de A bagaceira (1928), considerado marco da literatura social nordestina da época. Também escreveu outras obras literárias que são elas: -Reflexões de uma cabra, -A Paraíba e seus problemas, -A bagaceira, -O boqueirão, -Coiteiros, -Ocasos de sangue, -Discursos de seu tempo, -A palavra e o tempo, -O ano do nego, -Eu e eles, -Quarto minguante, -Antes que me esqueça, -Sem me rir, sem chorar.
Praticamente foi ele quem iniciou o vilarejo de Cabo Branco. Era conhecido como o “solitário de Cabo Branco”
Fez parte da Revolução de 1930 e foi nomeado interventor na Paraíba. Ocupou o cargo no Ministério da Viação e Obras Públicas. Candidatou-se à Presidência da República sendo forçado a renunciar diante da consolidação do Estado Novo. Foi deputado, senador, ministro e governador do Estado da Paraíba. Fundador da Universidade Federal da Paraíba e seu primeiro reitor. Apóia o Regime Militar de 1964 e toma partido de candidatos seus na política regional nas décadas seguintes. É eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1966.

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