Deixamos Recife e iniciamos a viagem em direção a João Pessoa. Antes iremos conhecer Olinda. Combinamos com um Guia local para ele mostrar o Centro Histórico. De início explicou que um terço da área total do município é tombado pelo patrimônio histórico.
Começamos trafegando pela beira-mar. Ele disse-nos que existem apenas 11,26 quilômetros de litoral, espalhados em sete praias, algumas intransitáveis para banho de mar em virtude da topografia porém ótimas para o descanso. As praias são as seguintes:
Praia da Ponta D'el Chifre - 2,4 quilômetros de extensão; Praia dos Milagres - 0,6 quilômetro de extensão; Praia do Carmo - 1 quilômetro de extensão; Praia do Farol - 0,36 quilômetro de extensão; Praia do Bairro Novo - 2,7 quilômetros de extensão; Praia de Casa Caiada - 3,2 quilômetros; Praia de Rio Doce - 1 quilômetro de extensão.
A entrada das praias ora é por via asfaltada logo obstruída por canteiro central obrigando o retorno a avenida principal, ora caminhando porque as praças interrompem o acesso.
A cidade tem uma planta irregular, de interferência medieval, e molda-se às curvas do terreno.
As torres das igrejas se lançam no cenário da cidade com dezenas de igrejas centenárias apertadas no centro histórico. Visitamos algumas e abaixo incluímos com o memorial copiado do informativo do Guia.
Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda fica no Largo do Bonsucesso, 45 foi construída na segunda metade do século XVII é a primeira igreja em Pernambuco a possuir irmandade formada por negros. O objetivo dos escravos e de alguns libertos era criar um referencial comum ao branco, adaptando-o às suas crenças originais e língua, pois, ao negro, não eram permitidos o acesso às igrejas dos brancos e a participação em associações, irmandades e confrarias. Em volta da igreja, os negros promoviam folganças denominadas Congos, uma tentativa de resgatar as festas religiosas da África. Em 1702, foi instalado um hospício na igreja idealizado pelo bispo Francisco de Lima. A finalidade era hospedar os missionários responsáveis pela catequese dos índios. Recentemente, em 1998, ao passar por restaurações, foram descobertas pinturas que imitam pedras preciosas e o marmorizado dos altares de madeira das igrejas mais ricas da cidade.
Igreja de São Sebastião na Rua 15 de Novembro, s/n° - Bairro Varadouro Fundada em 1686, na subida da Ladeira do Varadouro, a igreja foi construída com recursos do Senado e donativos populares. No final do século XVII, a igreja foi oferecida para sede da irmandade dos soldados, mas foi rejeitada, continuando a Câmara com o encargo de sua manutenção. Já em 1819 foi realizado um grande serviço de restauração e colocadas na fachada principal do templo as armas do Senado da Câmara, que são o globo e a cruz de São Salvador, o padroeiro da cidade. Em 1854 foi cedida à irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto. Com o início da República, a igreja foi entregue, em definitivo, à Irmandade do Bom Parto.
Igreja de São Sebastião fica na Rua 15 de Novembro, s/n° - Varadouro No século XVII irrompe na América do Sul uma epidemia de febre amarela urbana chamada "Cólera Norbus", atingindo algumas cidades brasileiras e, entre elas, Olinda. O então governador João Fernandes Vieira ordenou que se fizesse uma procissão penitente a São Sebastião, para exterminar para sempre a peste. Em 1686 foi iniciada a construção da igreja dedicada ao mártir protetor contra a peste, a fome e a guerra. O interior é simples e seus altares não têm a exuberância do barroco, por ter passado por várias reformas. O altar principal ostenta a esplendorosa imagem do padroeiro, trazida de Portugal no século XVIII. A igreja é marcada pelo estilo colonial português
Basílica e Mosteiro de São Bento fica na Rua de São Bento, s/n° - Varadouro O Mosteiro de São Bento é o segundo construído em terras brasileiras. Sua construção data do século XVI e possui uma característica peculiar que é a de ser São Bento, ao mesmo tempo, padroeiro da Abadia e do Mosteiro. O Mosteiro de São Bento não passou despercebido dos invasores holandeses e foi destruído pelos mesmos em 1631. Por esse e por outros motivos o Mosteiro não possui um estilo arquitetônico definitivo. A fachada da igreja é composta por um brasão e uma torre sineira do século XVIII. Destaca-se também o requintado altar-mor com arquivoltas do barroco brasileiro. Toda em madeira revestida em ouro, no trono principal do altar, encontra-se a imagem do patriarca São Bento. A sacristia conventual é a mais rica das igrejas de Olinda com elaboradas talhas douradas, espelhos de cristais e painéis, mostrando a vida penitente de São Bento. Suas portas são almofadadas em alto-relevo e emolduradas em pedra.
Igreja de São Salvador do Mundo Alto da Sé A Igreja de Nosso Senhor Salvador do Mundo foi a primeira construída no Brasil. Fundada em 1540, tinha sua estrutura inicial em madeira e taipa. A partir de 1584, começou a construção da nova igreja matriz com muitas capelas ao redor. Durante a invasão holandesa, serviu como templo protestante e teve sua estrutura danificada com o incêndio ateado pelo invasor. Depois da Restauração Pernambucana, começaram os trabalhos de reconstrução, passando os atos religiosos a serem realizados na Igreja de São João. Ainda no período de reconstrução, em 1676, foi elevada à categoria de bispado de Olinda sendo inaugurada somente em 1714. A mudança da sede do governo do bispado para o Palácio da Soledade provocou um movimento no sentido de transferir a catedral para o Recife.
Igreja de Nossa Senhora da Boa Hora fica Rua da Boa Hora, s/n° - Amparo. De 1806, segundo escritura pública de doação de uma casa lavrada na cidade de Olinda por Bernardo Ferreira Viegas e sua mulher D. Elena Maria da Conceição, que também incorporava o referido imóvel ao patrimônio da capela de Nossa Senhora da Boa Hora. A data de 1807, registrada na fachada foi colocada em um dos sucessivos acréscimos que deram origem à atual igreja. No local onde está situada a capela existia um nicho dedicado à mesma padroeira, levantado em meados do século XVIII.
Igreja e Convento de Santa Tereza fica na Avenida Olinda, 570 A - Santa Tereza.A Igreja e o Convento de Santa Tereza foram erguidos em meados de 1660, sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro e ocupados pelas Carmelitas Descalças, expulsas em 1831. O estilo é barroco. Os altares da igreja ostentam requintadas talhas, com preciosas imagens dos séculos XVII e XVIII de santeiros pernambucanos. O frontispício é colonial, com uma torre simples e um nicho rebuscado acima da porta principal, abrigando a Santa Madre Tereza de Jesus. Acima do seu nicho, está colocado um brasão da ordem das Carmelitas Descalças. Hoje, o convento abriga um orfanato e o Colégio Santa Tereza.
Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição fica no Largo da Misericórdia, s/n° - Alto da Sé. O convento é um dos mais antigos do Brasil colonial. Foi abandonado no período da invasão holandesa e reconstruído por iniciativa do mestre-de-campo João Fernandes Vieira, passando a funcionar como casa religiosa de recolhimento para mulheres abandonadas. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição tem como principal atração a histórica imagem barroca de Nossa Senhora da Conceição. A imagem possui uma riquíssima pintura em ouro e policromia com um pedestal formado por um bloco de anjos com a representação da Lua. O toque final da imagem é uma coroa de prata.
Seminário de Olinda e Igreja de Nossa Senhora da Graça fica na Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé Conjunto arquitetônico, formado pela Igreja de Nossa Senhora da Graça e pelo antigo Seminário, está no ponto mais alto de Olinda. Foi preservada até hoje a modulação clássica da Igreja de Nossa Senhora da Graça, que a transforma no maior e melhor testemunho da arquitetura jesuítica do século XVI no Brasil. Em 1535, Duarte Coelho fundou a ermida de N. Sra. da Graça para oferecer aos religiosos de Santo Agostinho. Esses, no entanto, não chegaram ao Brasil. Em seu lugar, vieram os jesuítas. A capela foi, então, doada ao padre Antônio Pires, que desembarcou em Olinda em 1551. A construção, inspirada na Igreja de São Roque, em Lisboa, é uma importante referência da arquitetura quinhentista. Castigado pelo incêndio da cidade, o colégio foi posteriormente reconstruído e reocupado pelos jesuítas. No arco da capela-mor, há uma inscrição com a data de 1661, provavelmente, a época da conclusão dos reparos. Com o banimento dos jesuítas, em 1760, o colégio foi abandonado e, posteriormente, doado à Mitra. Sob os cuidados do bispo D. Azeredo Coutinho foi transformado em seminário no princípio do século XIX
Igreja de Nossa Senhora das Neves, Capela de São Roque e Convento de São Francisco fica na Ladeira de São Francisco, 280 - Carmo O conjunto do Convento de São Francisco é formado pela Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de São Roque e o claustro de azulejos e sua magnífica sacristia. Começou a ser construído em 1585. É convento franciscano mais antigo do Brasil. A igreja foi incendiada pelos invasores holandeses no ano de 1631 e reconstruída ainda no século XVII. Em frente ao convento existe um cruzeiro trabalhado em pedra arenito retirada de nossos arrecifes. O forro da igreja tem com pinturas do século XVIII.
Igreja de São Pedro Apóstolo fica na Praça João Alfredo, s/n° - Carmo. A Igreja de São Pedro Apóstolo tem sua construção posterior à restauração pernambucana, provavelmente, nos fins da metade do século XVII. Contudo, a instalação de sua irmandade na cidade de Olinda é anterior à construção de sua igreja, datando de 1711. Sabe-se, que inicialmente a irmandade de São Pedro Apóstolo se instalou na matriz de São Pedro Mártir, passando depois para a igreja de São Pedro Apóstolo. Hoje a irmandade inexiste, apesar de ter funcionado durante muito tempo na cidade.
Igreja do Bom Jesus do Bonfim fica na Rua do Bonfim, s/n° - Carmo A sua construção data de 1758, quando um morador da localidade, Pinheiro da Fontoura, pede permissão para fundar uma igreja dedicada ao Senhor do Bonfim. Merece atenção o altar-mor e as imagens da igreja.
Igreja Santo Antônio do Carmo fica na Praça do Carmo - Carmo Primeira igreja da Ordem dos Carmelitas a ser construída em terras brasileiras, provavelmente, no período de 1580 à 1620. No século XVIII passou por restaurações. A fachada da Igreja do Carmo é em estilo colonial renascentista, com colunas, portas e janelas trabalhadas. O seu altar-mor contém três nichos: o central com a imagem barroca do seu padroeiro e os laterais, dedicados aos santos fundadores da Ordem dos Carmelitas, Santo Elias e Santo Eliseu. Nos corredores laterais do templo encontram-se vários altares com grandes quadros a óleo sobre madeira com imponentes molduras.
Igreja de São José dos Pescadores fica na Rua do Sol - Carmo Conta-se que a imagem de São José foi encontrada por pescadores do lugar, onde foi levantada uma ermida. Em 1901, data da fachada, tornou-se Capela e, em 1936, foi novamente ampliada. No frontão, uma estrela do mar.
Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora do Monte fica na Praça Nossa Senhora do Monte, s/n° - Monte. A Igreja de Nossa Senhora do Monte é uma das mais antigas de Olinda. Construída em meados do século XVI, seu interior é rústico, não possuindo nada de barroco. É composto apenas de um altar-mor simples e um oratório que ostenta a imagem da padroeira Nossa Senhora do Monte. Na última década do século XVI, a igreja foi doada aos monges beneditinos.
Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe fica na Praça Miguel Canuto, s/n° - Guadalupe É uma das poucas igrejas da América do Sul sob invocação da padroeira do México. Foi construída pela devoção dos homens pardos libertos ou escravos da Vila de Olinda entre os aos de 1626 a 1629. Na época de sua construção, Portugal fazia parte do governo espanhol e talvez por isso a predileção pela santa da devoção espanhola. A igreja abriga até os dias de hoje, a irmandade de Nossa Senhora de Guadalupe, tendo servido também de sede à irmandade de Nossa Senhora do Bom Parto até 1854, quando foi transferida para a Igreja de São Sebastião..
Igreja da Misericórdia fica no Alto da Misericórdia, s/n° - Amparo A Igreja Nossa Senhora da Luz e a Santa Casa da Misericórdia foram construídas em 1540. Em 1630, a Igreja foi saqueada pelos holandeses e incendiada, mas foi restaurada em 1654. Contígua à Igreja está a Academia Santa Gertrudes, um colégio fundado em 1912, pela Associação de Instrutoras Missionárias. No interior da Igreja, há preciosidades em talha, como o púlpito e o forro.
Igreja São João Batista dos Militares fica na Rua da Saudade, s/n° - Amparo A Igreja de São João batista de Olinda foi construída na segunda metade do século XVI. O interior é simples, conservando a capela e o altar-mor, onde se encontra o padroeiro São João Batista. O frontispício é muito sóbrio, com uma só torre e um interessante brasão acima da porta central.
Igreja de Nossa Senhora do Amparo fica no Largo do Amparo, s/n° - Amparo A primitiva Igreja de Nossa Senhora do Amparo foi fundada por rapazes solteiros e músicos , entre os anos de 1550 e 1560. Foi parcialmente destruída pelos holandeses em 1631. A data da fachada, 1644, marca sua reconstrução. Dois painéis de madeira compõem os altares laterais: à esquerda, o Cristo; à direita, a padroeira dos músicos, Santa Cecília. Sua última restauração, 1992, fez aflorar o colorido barroco de seus altares, acima do arco-cruzeiro, painel de azulejos franceses.
Igreja da Santa Cruz dos Milagres fica na Rua Santa Cruz dos Milagres - Milagres Conta-se, que durante as missões realizadas na Sé de Olinda, em ano de dura seca, um pastor de gado recebeu uma mensagem divina revelando a localização de uma fonte de água doce. Em ação de graças, foi construída, por cima do olho d´água, uma capelinha. Outra versão relata que, durante a estiagem, um boi pastando encontrou água potável para saciar-lhe a sede. O povo considerou um milagre todo aquele manancial e construiu uma cacimba, para abastecer a cidade. As Missões foram transferindo-se para a cacimba do Milagre, onde uma cruz foi colocada. O local virou ponto de romaria.No entanto, as referências consistentes são muito escassas. Sabe-se, que em 1950, realmente foi edificado um cruzeiro em agradecimento ao surgimento da fonte de água potável. Uma capelinha foi construída no local, até que, em 1862, começou a ser erguida uma capela de porte regular, ao lado da cruz. Daí o nome do povoado que surgiu na região: Santa Cruz dos Milagres. Hoje a Igreja mostra um frontispício simples, uma torre sineira e portal central. No altar-mor, encontram-se uma imagem de Nossa Senhora das Dores e um busto do Salvador do Mundo, ladeados por São José e Nosso Senhor. Existem, ainda, dois altares laterais, com as imagens de Nossa Senhora dos Milagres e de vários outros santos. A cacimba continua vertendo água, mas está abandonada.
Além da igrejas tem outros monumentos que completaram parte da história do Brasil. E são eles:
Prédio da Caixa D'Água fica na Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé.Construída em 1934, com projeto do arquiteto Luís Nunes, a Caixa D'Água do Alto da Sé é um marco da arquitetura moderna brasileira. O uso de pilotis, a forma pura da construção, a utilização de uma fachada cega e outra totalmente vazada de luz foram utilizadas, posteriormente, por Niemeyer nos edifícios de Brasília. Nesse edifício foi utilizado, pela primeira vez no Brasil, o combogó como elemento decorativo de ventilação e de iluminação.
Sobrado mourisco I fica na Rua do Amparo, 28 - Cidade Antiga O Sobrado mourisco I foi construído no século XVIII e possui arquitetura com influência árabe.
Sobrado mourisco II na Praça Conselheiro João Alfredo, 07 - Carmo O Sobrado Mourisco II foi construído no século XVII. Possui três portas almofadas e no andar superior existe um balcão mourisco de madeira com losangos e treliças com seu muxurabi. Nesse velho solar hospedaram-se, em 1859, autoridades como o Imperador Pedro II e a Imperatriz Tereza Cristina.
Maxambomba na Praça do Carmo, s/n° - Carmo. Em 1866 foi iniciada a utilização dos trens a vapor, a chamada maxambomba, que ligavam o centro do Recife aos subúrbios de Olinda. A primeira linha que interligava as duas cidades tinha seu traçado que saía de Campo Grande, passando por Salgadinho e seguia até o Carmo, onde em 1871 foi construída uma garagem ou oficina da Companhia de Trilhos Urbanos do Recife, Olinda e Beberibe.
Observatório Meteorológico na Rua Bispo Coutinho, s/n° - Alto da Sé Numa área de aproximadamente seis mil metros quadrados, em um dos pontos mais altos de Olinda, o Alto da Sé, fica o Observatório Meteorológico da cidade. Nele foi descoberto, em 1860, o primeiro cometa do Brasil observado pelo astrônomo francês Emmanuel Liais.
Faculdade de Direito na Rua de São Bento - Varadouro A Faculdade de Direito de Olinda foi criada em 11 de agosto de 1827 e a inauguração se deu no ano seguinte, por solicitação da presidência da Província. Funcionou em salas do Mosteiro de São Bento até sua transferência em 1852, para o antigo Palácio dos Governadores. O curso jurídico de Olinda trouxe, na época, uma dinâmica diferente para a cidade. Estudantes enchiam as ruas com novas idéias, surgiram jornais empreendidos pelos futuros bacharéis e riqueza cultural. Em 1854, por oferecer melhor estrutura, foi transferida em definitivo para o Recife.
Farol de Olinda no Bairro do Amaro Branco O farol original foi montado sobre o Fortim Montenegro, visível a 12 milhas. Aceso pela primeira vez em 1872. O farol atual foi construído no alto do morro denominado Morro de Serapião, localizado no bairro do Amaro Branco e inaugurado em 7 de setembro de 1941. Horário: sábado, domingos e feriados. A visitação pode ser feita por pequenos grupos, por 15 minutos, das 14h às 17h. Fone.: 3496-6525.
Forte de São Francisco (Fortim do Queijo) na Rua do Sol - Carmo A localização geográfica da Vila de Olinda tornava relativamente fácil a entrada dos invasores. A vulnerabilidade da região criou a necessidade de defesa e por conta disso, a partir do século XVII, intensificaram-se as construções das fortalezas. De acordo com o historiador Vanildo Bezerra, "o Fortim do Queijo era um baluarte de certa envergadura, mas com o passar do tempo tomou o formato de um queijo, vindo daí o seu nome". Historiadores afirmam que o Fortim do Queijo é o mais antigo da cidade e teria sido construído por Cristóvão Álvares, por volta da década de 20, do século XVII. O forte passou por uma fase de pré-ruína e durante a administração do prefeito Aredo Sodré da Mota (1973-1977) passou por uma restauração que lhe confere as atuais feições. Atualmente encontra-se sob a responsabilidade do Ministério do Exército.
Palácio dos Governadores na Rua de São Bento, 123 - Varadouro Construído no século XVII, foi o antigo Paço da Assembléia Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador. Abrigou os Cursos Jurídicos, em 1854, além do Teatro Melpôneme, o Fórum e o Colégio Arquidiocesano de Olinda. Atualmente, funciona como sede do Poder executivo de Olinda Imponente edifício de arquitetura simples e palaciana, iluminado por lampiões imperiais, o Palácio dos Governadores conserva o piso e as escadarias da nobreza.
Coreto da Praça da Preguiça na Avenida Liberdade, s/n° - Carmo Construção do fim do século XIX, o coreto tem construção de ferro fundido, de procedência inglesa, com base de pedra arredondada. Sua varanda em ferro é adornada por arabescos e encimada por uma espécie de coroa. Antigamente, o coreto abrigava a Banda de Música, que animava as festas de Olinda.
Ruínas do Senado na Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n° - Ribeira Ali ficava o imponente prédio do Senado da Câmara de Olinda, que foi concluído em 1693. Hoje, a secular ruína mostra a incomum espessura das paredes antigas, com placa contendo os seguintes dizeres: "Aqui, em 10 de novembro de 1710, Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em favor da fundação da República entre nós.
Casa de João Fernandes Vieira na Rua de São Bento – Varadouro.À direita da Rua de São Bento, ergue-se o sobrado onde habitou e faleceu João Fernandes Vieira, restaurador de Pernambuco, rico senhor de engenho, que teve destaque na luta contra o invasor holandês.
Centro de Educação Musical de Olinda no Complexo Rodoviário de Salgadinho - Santa Tereza O casarão integrava o antigo Sítio Ramos, propriedade onde havia viveiros de peixes e árvores frutíferas, adquirido em 1915 pelo coronel Arthur Lundgren. Abandonado durante vários anos, foi restaurado e atualmente abriga o Centro de Educação Musical de Olinda.
Biblioteca Pública na Avenida Liberdade, s/n° - Carmo A casa é exemplo da arquitetura rural do século XVII. A primeira biblioteca é de 1830 e foi instalada no Convento de São Francisco. A chamada Casa 100 do Carmo foi inaugurada como Biblioteca Pública em 1996.
Mirante da Igreja de Nossa Senhora da Graça e Seminário de Olinda O mirante está localizado no pátio do Seminário de Olinda, tendo sua ambiência marcada, em primeiro plano, por torres de igrejas seculares e, em segundo plano, pelo Oceano Atlântico. Ao sul, ao fundo da paisagem, observa-se o Porto, a cidade do Recife e a Praia de Ponta D'el Chifre e um trecho do Rio Beberibe. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas que se espalham pelos quintais da Cidade Alta. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mirante da Ribeira.Do mirante, pode-se avistar, ao sul, a Praia de Ponta D'el Chifre e trecho do Rio Beberibe. Em segundo plano, vê-se a cidade e o Porto do Recife e, ao fundo, a concentração urbana do bairro de Boa Viagem. A vegetação que lhe entorna é formada por fruteiras, principalmente coqueiros, espalhados na Cidade Alta. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mirante do Alto da Sé- Localizado no Largo da Igreja da Sé. A paisagem mais representativa do mirante está ao Sul, onde se observa os telhado do antigo casario e as Igrejas da Cidade Alta. Em segundo plano, se o Porto, a cidade do Recife e a Praia de Ponta D'el Chifre e um trecho do Rio Capibaribe. Ao fundo da paisagem aparece a concentração urbana do bairro de Boa Viagem. Ao Leste a Sudeste está o Oceano Atlântico. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas que se distribuem pelos quintais de Olinda. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza. Há, ainda, uma feirinha, onde se comercializam bebidas e comidas típicas e artesanato local.
Mirante do Largo da Misericórdia localiza-s no Largo da Igreja da Misericórdia, avistando-se, ao sul, em primeiro plano, os Quatro Cantos de Olinda e seu casario. Em segundo plano, a Praia de Ponta D'el Chifre, trecho do Rio Beberibe, Complexo de Salgadinho, o Porto e a cidade do Recife. Ao leste, o Oceano Atlântico e parte da Cidade Alta. A vegetação que lhe entorna é composta por fruteiras e palmáceas. Encontra-se em bom estado de conservação e limpeza.
Mercado da Ribeira na Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n° - Ribeira. O Mercado da Ribeira foi construído no final do século XVII e início do século XVIII. A edificação é característica do Brasil colonial: piso em tijolaria, dois alpendres com pilastras e um batente em pedra portuguesa.O mercado foi restaurado no estilo original e nele funcionam várias galerias de artesanatos, oficinas de entalhadores, gravuras e pinturas.
Mercado Eufrásio Barbosa. na Praça do Varadouro, s/n° - Varadouro Funciona no prédio da antiga fábrica de doces Amorim Costa, fundada em 1865. Em 1979, o imóvel foi desapropriado pela Prefeitura de Olinda e reformado para abrigar o Mercado e o Teatro Fernando Santa Cruz.
Museu de Arte Contemporânea na Rua 13 de Maio, 149 - Varadouro - O prédio do século XVIII, que abriga hoje o Museu de Arte Contemporânea, foi projetado para abrigar o cárcere da Diocese. Lá ficavam recolhidos homens e mulheres acusados de delitos contra a religião católica. Edificação de caráter religioso, obedece, porém, aos padrões da arquitetura oficial no Brasil, com origem no Reino de Portugal. Construção pesada, com janelas de grades de ferro e molduras em pedra. Ao meio das janelas está o Brasão de Armas do Bispo de Pernambuco. Uma escada externa com pedra de cantaria, proveniente dos arrecifes do litoral pernambucano, leva ao segundo pavimento. Desde 1966, é monumento tombado, que abriga o Museu de Arte Contemporânea com um grande acervo permanente, do qual fazem parte coleções completas de Assis Chateaubriand, Salão dos Novos, Obras Isoladas, Salão Moderno, Abelardo Rodrigues, Dorian Gray, Helenos, Hilton de Gravuras, José Telles Jr, Vicente do Rego Monteiro, Portinari, entre outros. O museu promove, ainda, uma programação cultural intensa com apresentações folclóricas constantes, cursos, palestras e mostras temporárias.
Museu Regional na Rua do Amparo, 128 - Amparo Organizado, em 1935, em comemoração à chegada de Duarte Coelho a Pernambuco, é um museu mantido numa parceria do município com o Estado.Reúne móveis, imagens, painéis, peças de grande valor histórico, como o brasão do Senado da Câmara de Olinda e peças de Arte Sacra, incluindo um altar que pertenceu à antiga Sé de Olinda, antes de sua reforma em 1711. O museu está instalado num bonito sobrado que remete, junto com seu entorno, à Olinda de 1700.
Museu de Arte Sacra (MASP) na R. Bispo Coutinho, 726 - Alto da Sé.Outrora Casa da Câmara do Senado de Olinda, depois Palácio Arquiepiscopal, o prédio hoje abriga a rica arte religiosa de Pernambuco. Construído antes da chegada do primeiro bispo, em 1676, tendo sido reconstruído no século XIX. O Palácio possui ainda dois torrões primitivos, as doze janelas do pavimento superior, construído depois, com balcões de madeira, ao estilo do século XVIII. O acervo fixo do MASP partiu de peças cedidas pela Arquidiocese de Olinda e Recife, sendo, posteriormente, enriquecido. Hoje, reúne peças religiosas do século XVI ao atual, incluindo importantes exemplares de arte popular contemporânea. O museu desenvolve, atualmente, uma programação movimentada, com cursos, palestras e mostras que acompanham o ciclo litúrgico e o calendário religioso. No térreo, estão expostos painéis fotográficos que documentam a história, evolução e paisagem de Olinda.
Museu do Mamulengo na Rua do São Bento, 344. Fundado em 1995, o Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá é um local artístico e lúdico que oferece ao público um mundo habitado pelos mais diferentes bonecos. O museu funciona, na rua de São Bento, 344, no Sítio Histórico de Olinda. A casa possui um acervo de mais de 1.500 bonecos, sendo alguns do séxulo XVIII. O espaço também tem sete salas para exposição, além de auditório para 50 pessoas, sala de aula, biblioteca, área para oficina e jardim. O Museu do Mamulengo - Espaço Tiridá funciona realizando exposições sazonais e temáticas, graças ao vasto número de bonecos que fazem parte do acervo. As exposições são organizadas em conformidade com a época do ano e até pelos visitantes que agendem idas prévias ao local.
Espaço Ciência no Complexo de Salgadinho s/n - Parque 2. O Espaço Ciência é um dos maiores museus interativos de divulgação cientifica do país, onde o visitante pode explorar o mundo da ciência de forma agradável e divertida. Localizado em uma área privilegiada de 120 mil m², próxima ao mar e na porta de entrada de Olinda, abriga um manguezal natural de rara beleza. O Espaço Ciência também conta com dois observatórios astronômicos localizados fora da sua sede, um na Torre Malakoff, Recife Antigo e outro no Alto da Sé, Olinda. Através de exposições permanentes e itinerantes em diversas áreas, o Espaço Ciência atende diariamente escolas e público em geral. Numa concepção de educação que vai além dos limites da sua sede, o museu promove eventos, cursos, oficinas, feiras e encontros de ciências em escolas, shoppings, universidades, parques, hospitais e até nas ruas, atraindo um grande público. A intenção é divulgar a produção científica nas escolas, capacitar professores e envolver comunidades, tratando de assuntos de interesse geral ou de temas atualizados em ciência, tecnologia e meio ambiente.
Museu Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu) na Rua Severina Paraíso da Silva, 65, São Benedito É o primeiro museu de candomblé de Pernambuco. Reflete a trajetória histórica do terreiro Santa Bárbara Nação Xambá. Seu acervo é composto por máscaras, textos, louças, objetos pessoais, instrumentos musicais e fotografias retratando fatos notáveis e personagens marcantes da história da Nação Xambá.
Bicas de Olinda foram construídas na primeira metade do século XIV em pedra e alvenaria. A finalidade era de suprir a falta de água da Vila de Olinda. No século XIX é fundada a Companhia Santa Teresa encarregada dos serviços de água e luz. Os problemas de abastecimento, no entanto, não diminuíram, pois a Companhia tomou medidas para proibir o consumo gratuito nas bicas e cacimbas públicas. A Bica do Rosário foi fechada, a dos Quatro Cantos destruída. As bicas do Rosário, Quatro Cantos e São Pedro foram posteriormente recuperadas.
Bica de São Pedro – localizada na Rua Henrique Dias, no Varadouro É a que possui maior vazão de água. Ainda serve à população olindense. Sua água é tipicamente calcária, incolor, inodora. Tem temperatura ambiental em torno de 30º.
Bica dos Quatro Cantos na Rua Quatro Cantos, no Amparo. Tem registro documental encontrado em uma escritura do ano de 1602 com a denominação de Fonte de Tabatinga.
Bica do Rosário no Largo do Rosário, no Bonsucesso. Imponente peça colonial. Sua base ostenta o secular brasão de Olinda e o frontão é adornado por paredões com jarros de pedra. Tem escadaria toda lajeada em pedras.
Passos de Olinda : São cinco pequenas capelas em alvenaria, construídas entre 1773 e 1809. Abrigam imagens que representam cenas da Paixão de Cristo. Abrem durante a Quaresma, para a Procissão dos Passos, que é uma reconstituição do caminho do Senhor até o Calvário. No interior dessas capelas, há apenas um pequeno altar, onde são colocadas as imagens do Senhor dos Passos em procissão. Também chamados de nichos, os Passos de Olinda têm, certamente, origem colonial. São eles:
Passo da Sé - É o primeiro no roteiro da procissão. Está localizado na Rua Bispo Coutinho, no Sítio Histórico de Olinda. Esse nicho é dotado de uma porta almofadada, adornada com volutas e arabescos. A imagem representa o Senhor do Monte das Oliveiras, esculpida em madeira de cedro, em estilo barroco. Avalia-se que a imagem seja do século XIX. Foi construído em 1809.
Passo do Amparo - É o segundo passo da procissão. Localizado dentro da Igreja do Amparo. Nele, acontece o encontro com Nossa Senhora. Data de 1773.
Passo dos Quatro Cantos - Lá, encontra-se o Nosso Senhor Sentado na Pedra Fria, imagem do século XIX, de procedência desconhecida. É o terceiro no roteiro da procissão. Construído em 1773.
Passo da Ribeira - Situado na Avenida Bernardo Vieira de Melo, representa o Senhor carregando a Cruz (1773). Lá está a Imagem de Nosso Senhor do Bom Jesus dos Passos, de procedência portuguesa, provavelmente do século XVIII.
Passo do Senhor Apresentado ao Povo - Com o duplo nome de Passo do Senhor Apresentado ao Povo e Passo do Castelhano, data de 1733. O pequenino nicho que fica na esquina da Rua 27 de Janeiro e abre todos os anos para a procissão do Senhor dos Passos. Possui a Imagem do Nosso Senhor Atado, provavelmente do início do século XIX, de procedência desconhecida. Em cada Passo, durante a Procissão, o andor simula uma queda, e, no 5 o . Passo, ele declina mais duas vezes, para completar as sete quedas
Não queriamos chegar a noite e ainda tinhamos que pecorrer uns 12o quilômetros até João Pessoa.Resolvemos seguir direto pela rodovia estadual PE 001, fomos d até Rio Doce, onde em Paulista pegamos a PE 022 até Abreu Lima e daí pela BR 101 cruzamos Igarassu e Goiana até chegar a fronteira com a Paraíba.
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