Neve

terça-feira, 1 de março de 2011

Rio de Janeiro - Macaé


Chegamos em Macaé chamada pela população de “Princesinha do Atlântico” ptem onze quilômetros de litoral com trinta e seis praias. É conhecido como capital nacional do petróleo já que tem 80% da produção de petróleo e 47% da produção de gás natural do país, onde recebe royalties da Petrobras pela exploração do petróleo que ajudam a melhorar a infra-estrutura do município e, sua economia cresceu 600% nos últimos dez anos e trouxe também o aumento populacional que triplicou no mesmo período sendo que dez por cento desta população é de estrangeiros, sendo considerada  a nona melhor cidade do Brasil para trabalhar.

Como toda a região a seu redor, teve seu período áureo com a cana-de-açúcar quando o Porto de Macaé escoava toda a produção da região, que findou com a abolição dos escravos. Teve novo surto de desenvolvimento quando se instalou a exploração de plataformas petrolíferas na Bacia de Campos.

Macaé é uma palavra de origem indígena cujo  termo  vem do delicioso coco de catarro ou seja do fruto da macabaíba.

Começamos nossa visita caminhando pela cidade que tem rico patrimônio histórico e arquitetônico com sua história iniciada em 1627, com a colonização portuguesa.

O Solar dos Mellos foi construído em 1891 e hoje abriga o Museu da Cidade de Macaé que esta sendo formado e também o Centro de Memória Antonio Alvarez Parada.

Avançando chegamos no prédio da Câmara Municipal  que foi construído em 1838, para servir de residência ao português Francisco Domingues Araújo, pai do Visconde de Araújo. A casa chegou a acolher D. Pedro II, em visita a cidade de Macaé, no ano de 1847, por ser a mais confortável na época. Antes de seus usado pela Câmara Municipal, foi local de comercialização de água, vinda da Fazenda da Caturra, de propriedade do Visconde de Araújo. 

No Solar Monte Elísio  D. Pedro II se hospedou também a Princesa Isabel, quando vinha visitar familiares. O prédio foi construído pelo Visconde de Araújo para sua jovem esposa. A obra foi iniciada em 1852 e levou 14 anos para ser concluída. Hoje ali funciona o Instituto Nossa Senhora da Glória. 

Chegamos na Praça Veríssimo de Melo construída em 1813. Já se chamou de praã Dona Isabel onde era o point da aristocracia . Em 1933 recebeu o nome de Praça Veríssimo de Melo em homenagem ao promotor público Ignácio Veríssimo de Mello.  A praça tem o Coreto, construído na primeira década do século XX, o Obelisco comemorativo do primeiro centenário de Macaé, o Monumento a Veríssimo de Mello, com um busto de bronze, e o Chafariz, uma preciosa peça do século XIX, confeccionada em ferro fundido.

Nesta praça está também a Igreja de São João Batista uma construção do século XVIII, foi originalmente erigida como capela da Irmandade de São João Batista, sendo posteriormente ampliada para dar lugar à atual Igreja Matriz. Destacam - se no interior, também as imagens sacras em tamanho natural de Nossa Senhora das Dores, Senhor Morto e Jesus carregando a cruz.

O prédio-sede da Lira dos Conspiradores, foi inaugurado em 22 de maio de 1887 na Rua do Sacramento. Desta forma, nasceu uma das mais tradicionais instituições culturais do município de Macaé, despertando paixões e arrebanhando fiéis seguidores, como o poeta Álvaro Bastos.A Sociedade Musical Beneficente Lyra dos Conspiradores já tinha sido fundada em 25 de dezembro de 1882,

Numa elevação de onde pode-se vislumbrar toda a cidade foi construídam em 1630 a Igreja de Sant’Anna, segundo uma antiga lenda, tem sua porta principal voltada para oeste, para impedir que a santa, de mesmo nome, fuja do altar. Após ter sumido e voltado a aparecer por diversas vezes, a santa original sumiu na década de 90 e nunca mais foi encontrada. 

Próximo ao morro do Sant’Anna está o Palácio dos Urubus da 2ª metade do século XIX. Sua denominação surgiu a partir da construção de um matadouro nas imediações, o que fez com que revoadas de urubus fizessem do telhado o local de suas refeições. O matadouro foi desativado, e as aves debandaram, no entanto o nome foi incorporado ao folclore da cidade.

Terminando nosso circuito de passeio pela cidade fomos conhecer o Forte Marechal Hermes que localiza-se ao sul da foz do rio Macaé, na ponta de terra entre a praia de Imbetiba e a praia das Conchas donde se vê o arquipélago de Sant'Anna com as ilhas de Sant'Anna, do Francês, do Papagaio e ilhote Sul.

A princípio achavamos que era o conjunto de edificações e de seu entorno que víamos de longe. Para nossa surpresa o Forte é bem projetado e está camuflado e envolvido por cerca de doze hectares de Mata Atlântica preservada, onde a Bateria Marechal Hermes compõe-se por um Posto de Comando a céu aberto, que se comunica acusticamente por galerias aos poços casamatados  chamados de paióis de serviço dos quatro canhões Armstrong calibre 154.4, também a céu aberto, em plano superior. O Pavilhão de Comando remonta a 1939, e o Portão das Armas, à entrada do forte, foi reinaugurado em 1958, estando ornado atualmente com duas peças de artilharia de calibre 152.4 mm, desativadas em 1997. Os historiadores não sabem ao certo a data de construção do Forte Marechal Hermes, onde hoje está instalado o 56 Batalhão de Infantaria do Exército. Dizem que foi construído em 1.761, mas há quem afirme que foi em 1.725. Esta fortaleza, erguida para defender o litoral macaense dos corsários, sofreu reforma em 1908, sendo inaugurado em 1910, levando o nome do Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca. 

Também ficamos surpresos porque ali também está as ruínas do Forte de Santo Antônio do Monte Frio Muralha do Forte Santo Antônio do Monte Frio construído em 1613, por ordem do Capitão-Mor de Cabo Frio, Constantino Menelau, com o objetivo de impedir a interiozação de navios piratas pelo Rio Macaé e é o marco inicial da Cidade de Macaé. O segundo ciclo econômico de Macaé, impulsionado pelas construções do Canal e da Ferrovia Macaé-Campos e pela lavoura cafeeira nos Distritos Serranos, fez nascer um importante porto fluminense, que seria palco de uma intensa agitação comercial no fim do período Imperial. Em 1880, a Companhia que explorava este transporte marítimo dispunha de cinco balsas a vapor com tráfego regular entre Imbetiba e o Rio de Janeiro.O velho e abandonado Forte repercutiu esta fase de intenso progresso em Macaé, pois em 1893, o Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, conclui sobre a "necessidade de se fortificar, para proteger um porto, como o de Macaé, tão vizinho à Capital da Nação e de tão fácil acesso". Assim, são iniciadas as obras de um semi-reduto, no saliente sudoeste, em cota de 22 metros mais ou menos, orçada a em 828 contos de réis. Entretanto, a cidade, mais uma vez, vê extinguir-se o vertiginoso crescimento econômico, pois a Leopoldina, com a ligação Rio Bonito-Macaé-Campos, absorveu todo o transporte da produção dessa região, cujo barateamento nos custos foi uma lógica opção dos produtores. Seguiu-se, daí, rápido declínio do Porto de Imbetiba, que permaneceu, assim, sem função, até que sua licença alfandegária foi extinta em 1903. As obras da Fortaleza seguiram o declínio do Porto. Em conseqüência, após gastos 231 contos, entre 1898 e 1900, e, também, por falta de verba, a obra foi suspensa em meados de 1900.

Existe uma lenda que através de um túnel, poderia sair do Forte e chegar até o Castelo. 

Percorremos apenas as praia do Pecado com 1.000 metros de extensão areias grossas e escuras, águas mornas e transparentes; Praia dos Cavaleiros com 1500 metros de extensão, sendo conhecida como a Copacabana macaense; Praia Campista fica na mesma faixa arenosa da Praia dos Cavaleiros e da Praia do Pecado, tem extensão aproximada de 3.000 metros.

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