Neve

terça-feira, 29 de março de 2011

São Paulo - Bertioga

Continuando na Rio - Santos logo chegamos em Bertioga conhecida como a porta de entrada do litoral norte. Bertioga tem trinta e  três quilômetros de praias e
482 Km² de mata Atlântica, que resultam numa das maiores áreas de preservação do Estado de São Paulo. 

Vamos aproveitar o dia apesar de estar nublado para conhecer a cidade. Começamos nosso passeio pela riviera de São Lourenço com  4,5 quilometros de mar limpo, onde fica o bairro nobre  com diversos condomínios e edifícios de alto padrão um projeto de desenvolvimento urbano  criado em 1979 com o empreendimento Riviera de São Lourenço. Ali também está o Clube de Golfe da Riviera formado por 18 buracos de par 3, com distâncias que variam de 60 a 207 jardas e com considerável nível de dificuldade. Atrás do posto da Polícia Militar fica  o Centro Hípico da Riviera que ocupa uma área de 33 mil m2.

A Praia de Itaguaré tem acesso pelo Jardim São Lourenço considerada um dos últimos redutos de vegetação e ecossistema intocados do Estado de São Paulo e recebe as águas do Rio Itaguaré (12,5 km de extensão) cujo nome vem do Tupi e significa pedra das garças e pertence a bacia hidrográfica da Baixada com vegetação de mangue,  mata atlântica, mata de várzea e restinga.Esta praia tem  3,5 km com faixa de areia dura e larga e mar aberto.

Seguimos para às margens do Canal Bertioga onde no continente e fronteiro à ilha de Santo Amaro está o  Forte São João . Fundado em 1547 é a fortaleza mais antiga e também a mais bem conservada do Brasil. Na área do entorno do Forte, está  o Parque dos Tupiniquins, onde está localizada a única estátua do cacique tupinambá Cunhambebe do país, que esteve ali em 22 de setembro de 1563, acompanhado do Padre José de Anchieta para selar a paz entre colonos e índios.

Paralelo ao Canal está a avenida Vicente de Carvalho com várias opções de lazer e serviços, como o Mercado Municipal de Pescados.E também ali tem muitas garagens náuticas que oferecem aluguel de barcos para pescarias ou passeios pelas redondezas.

Bem próximo está a Praia da Enseada com doze quilômetros de extensão é a mais 
movimentada começa no Centro da cidade, no encontro com o Canal de Bertioga, e segue até o bairro do Indaiá. Tem uma larga faixa de areia clara e dura, mar aberto bom para banhos e pesca de arremesso. Ideal para o surfe nos trechos em frente ao Hotel Marazul 27 e na Colônia do Sesc-Bertioga.No trecho do Indaiá, o mar tem águas claras, com poucas ondas, próprias para crianças e prática de esportes náuticos, além de mergulhos.

Fizemos um passeio com a Escuna Pasárgada que dura quase duas horas e custa R$ 15,00 por pessoa. O passeio sai do Píer de Bertioga atravessando o Canal em direção às Praias Branca, Preta e Camburizinho; as Ilhas Guará e Rasa e uma parada de 10 minutos para banho na Praia de Iporanga, em Guarujá.

Vamos conhecer à Vila de Itatinga, onde funciona a Usina Hidrelétrica de Itatinga, que desde 1910 até hoje, abastece todo o Porto de Santos e uma das mais antigas do país.O passeio (custa R$ 100) normalmente é feito aos sabados, domingos e feriados mas aproveitamos para ir com um grande grupo de turistas. Começamos cruzando o rio Itapanhaú de barco e depois percorremos oito quilômetros num bonde puxado por trator que cruza  uma bela mata, até avistar as casinhas que conservam o original estilo britânico de suas construções. Esta usina no início do século passado abastecia o porto de Santos e a própria cidade. Na época foi um grande grande desafio  técnico e político. Técnico, porque trazer água através de dutos desde uma altura 735 metros em meio à mata atlântica, transformá-la em energia e fazê-la chegar ao porto 30 quilômetros distante, não era — e não é — tarefa simples. Político, porque a construção de Itatinga se deu como episódio da luta da então Companhia Docas de Santos (CDS) contra o monopólio exercido pela empresa canadense Light. Mas foi esta usina que garantiu sustentabilidade ao porto, com a fartura do precioso insumo que nos últimos cem anos moveu guindastes, esteiras, pontes-rolantes, escritórios e tudo mais que é tocado a eletricidade. Hoje o sistema não é mais o mesmo  e apenas  abastece metade das  necessidades do porto.

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