Chegamos a bucólica , tranquila e acolhedora cidade de Santa Barbara que fica aos pés da imponente Serra do Caraça nome do trecho da Serra do EspinhaçoOs prédios e casario do século XIX que ficam no centro histórico estão sendo revitalizados pela prefeitura e ali encontramos a Prefeitura, o Hotel Quadrado, a antiga Cadeia Municipal (futuro Museu Municipal), a Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal), o Chalé Barroco, a Casa da Cultura, a Igrejinha de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e o casario colonial da Rua Rabelo Horta.
Começamos nossa visita guiada pelo Memorial Affonso Pena que foi inaugurado em junho de 2009 na casa onde nasceu o ex-presidente. A casa de arquitetura colonial e características marcantes do início do século XIX é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) e mostra toda a história e a trajetória política de Affonso Penna, passando por jornais da época, livros diversos e quadros retratando a família do ex-presidente.
Outro prédio de grande importância é a Igreja matriz de Santa Bárbara também chamada matriz de Santo Antônio uma das mais belas igrejas de Minas Gerais, valorizada ainda mais pelas pinturas de Mestre Ataíde construída em 1724, no estilo barroco colonial, recentemente recuperada, onde se destaca o teto da nave pintado pelo Mestre Manuel da Costa Ataíde.
O município também é conhecido como a cidade do mel tendo um entreposto de beneficiamento de mel onde é exportado para várias regiões do país e da América Latina. Ali foi criada a Casa do Mel, onde os turistas conhecem a importância do mel para o município, as técnicas de colheita, aprendem receitas culinárias e encontram vários tipos de produtos que vão do mel silvestre para sobremesas até sabonetes para peles sensíveis.
No coração da cidade está o Parque Recanto Verde com 45 hectares de mata nativa destinados ao lazer, à convivência e à prática de esportes.
Distante vinte e quatro quilômetros do município está o famoso Parque Natural do Caraça propriedade da Igreja Católica, localizado no cume da Serra do Caraça com altitudes acima de 1.700 m, frequentado por estudiosos e turistas em grande parte estrangeiros. Esse parque é caracterizado pelo clima frio (gelado no inverno) e uma singular ecologia de alto de montanha (coníferas, orquídeas, lobos-guará, onças pardas, esquilos, insetos raros), longas trilhas para caminhadas, escarpas, lagos e cachoeiras. Apresenta as antigas instalações muito bem preservadas do Seminário onde importantes personalidades da história brasileira estudaram que foi desativado após um grande incêndio em 1968. Este Colégio se caracterizou por sua seriedade e disciplina. Com períodos de pleno desenvolvimento, mas igualmente com fases de decadência, tornou-se referência do ensino para a elite de todo o Brasil inclusive Afonso Pena e Artur Bernardes presidentes da República ali estudaram e outros tantos ex-alunos se tornaram governadores de estado, senadores e deputados, altas autoridades eclesiásticas. No século XIX, o colégio foi visitado pelos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II, cujas impressões ainda podem ser vistas no Museu do Colégio ou ainda na Biblioteca. Na segunda metade do século XIX, a velha Igreja do Irmão Lourenço, que se tornara demasiado pequena para o número de alunos do Colégio é substituída por outra, mais ampla, em estilo neogótico. Nela se pode contemplar a gigantesca e magnífica tela com o tema da "Última Ceia" do pintor mineiro Mestre Manuel da Costa Ataíde. Aí se encontram igualmente o corpo embalsamado de São Pio Mártir, um soldado romano martirizado, belos vitrais de procedência francesa e o órgão de tubos instalado pelo padre Luís Boavida, marceneiro e músico. No início de século XX, o Colégio é transformado em "Escola Apostólica" (seminário) da Congregação da Missão. O Santuário foi tombado pelo IPHAN um incêndio em 1968 destruiu parte das instalações destinadas aos alunos que foi restaurado em 2002, aí sendo alojados um curioso museu da vida colegial e a preciosa biblioteca, que conta no seu acervo com obras únicas dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX.

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